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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

NO NORDESTE É DIFERENTE, É ASSIM QUE A GENTE FALA

Ismael Gaião - Condado/PE - Brasil - 49 anos


Gente, o que encontrei postado no Recanto das Letras, de autoria desse poeta, vocês nem imaginam!

 Esse poeta maravilhoso, pede, com humildade, que os blogueiros se dignem a dar os devidos crédito às suas obras litteárias. Concordo plenamente. É ridículo apoderar-se do que não lhe pertence, ou não mencionar o autor, conferido-lhe os devidos créditos.

O que encontrei por lá, confesso, dá vontade de copiar tudo, porque tudo nos deixa excitados pela beleza com que ele escreve. Repasso para vocês " è Assim que gente fala",  acessem o "Recanto das Letras" e leiam tudo desse poeta extraordinário.

Ismael é de Condado, mas nossas raízes têm tronco em Portugal e tentáculos por todo Brasil, especialmente no Nordeste onde a litteratura de cordel é coroada.

É ASSIM QUE A GENTE FALA 

"No Brasil pra se expressar
Há diferenciação
Porque cada região
Tem seu jeito de falar
O Nordeste é excelente
Tem um jeito diferente
Que a outro não se iguala
Alguém chato é Abusado
Se quebrou, Tá Enguiçado
É assim que a gente fala

Uma ferida é Pereba
Homem alto é Galalau
Ou então é Varapau
E coisa ruim é Peba
Cisco no olho é Argueiro
O sovina é Pirangueiro
Enguiçar é Dar o Prego
Fofoca aqui é Fuxico
Desistir, Pedir Penico
Lugar longe é Caxaprego

Ladainha é Lengalenga
E um estouro é Pipoco
Qualquer botão é Pitoco
E confusão é Arenga
Fantasma é Alma Penada
Uma conversa fiada
Por aqui é Leriado
Palavrão é Nome Feio
Agonia é Aperreio
E metido é Amostrado

O nosso palavreado
Não se pode ignorar
Pois ele é peculiar
É bonito, é Arretado
E é nosso dialeto
Sendo assim, está correto
Dizer que esperma é Gala
É feio pra muita gente
Mas não é incoerente
É assim que a gente fala

Você pode estranhar
Mas ele não tem defeito
Aqui bala é Confeito
Rir de alguém é Mangar
Mexer em algo é Bulir
Paquerar é Se Inxirir
E correr é Dar Carreira
Qualquer coisa torta é Troncha
Marca de pancada é Roncha
E a caxumba é Papeira

Longe é o Fim do Mundo
E garganta aqui é Goela
Veja que a língua é bela
E nessa língua eu vou fundo
Tentar muito é Pelejar
Apertar é Acochar
Homem rico é Estribado
Se for muito parecido
Diz-se Cagado e Cuspido
E uma fofoca é Babado

Desconfiado é Cabreiro
Travessura é Presepada
Uma cuspida é Goipada
Frente de casa é Terreiro
Dar volta é Arrudiar
Confessar, Desembuchar
Quem trai alguém, Apunhala
Distraído é Aluado
Quem está mal, Tá Lascado
É assim que a gente fala

Aqui valer é Vogar
E quem não paga é Xexeiro
Quem dá furo é Fuleiro
E parir é Descansar
Um rastro é Pisunhada
A buchuda é Amojada
E pão-duro é Amarrado
Verme no bucho é Lombriga
Com raiva Tá Com a Bixiga
E com medo é Acuado

Tocar em algo é Triscar
O último é Derradeiro
E para trocar dinheiro
Nós falamos Destrocar
Tudo que é bom é Massa
O Policial é Praça
Pessoa esperta é Danada
Vitamina dá Sustança
A barriga aqui é Pança
E porrada é Cipoada

Alguém sortudo é Cagado
Capotagem é Cangapé
O mendigo é Esmolé
Quem tem pressa é Avexado
A sandália é Percata
Uma correia, Arriata
Sem ter filho é Gala Rala
O cascudo é Cocorote
E o folgado é Folote
É assim que a gente fala

Perdeu a cor é Bufento
Se alguém dá liberdade
Pra entrar na intimidade
Dizemos Dar Cabimento
Varrer aqui é Barrer
Se a calcinha aparecer
Mostra a Polpa da Bunda
Mulher feia é Canhão
Neco é pra negação
Nas costas, é na Cacunda

Palhaçada é Marmota
Tá doido é Tá Variando
Mas a gente conversando
Fala assim e nem nota
Cabra chato é Cabuloso
Insistente é Pegajoso
Remédio aqui é Meisinha
Chateado é Emburrado
E quando tá Invocado
Dizemos Tá Com a Murrinha

Não concordo, é Pois Sim
Tô às ordens é Pois Não
Beco ao lado é Oitão
A corrente é Trancilim
Ou Volta, sem o pingente
Uma surpresa é, Oxente!,
Quem abre o olho Arregala
Vou Chegando, é pra sair
Torcer o pé, Desmintir
É assim que a gente fala

A cachaça é Meropéia
Tá triste é Acabrunhado
O bobo é Apombalhado
Sem qualidade é Borréia
A árvore é Pé de Pau
Caprichar é Dar o Grau
Mercado é Venda ou Bodega
Quem olha tá Espiando
Ou então, Tá Curiando
E quem namora Chumbrega

Coceira na pele é Xanha
E molho de carne é Graxa
Uma pelada é um Racha
Onde se perde ou se ganha
Defecar se chama Obrar
Ou simplesmente Cagar
Sem juízo é Abilolado
Ou tem o Miolo Mole
Sanfona também é Fole
E com raiva é Infezado

Estilingue é Balieira
Uma prostituta é Quenga
Cabra medroso é Molenga
Um baba ovo é Chaleira
Opinar é Dar Pitaco
Axilas é Suvaco
E cabra ruim é Mala
Atrás da nuca é Cangote
Adolescente é Frangote
É assim que a gente fala

Lugar longe aqui é Brenha
Conversa besta, Arisia
Venha, ande, é Avia
Fofoca é também Resenha
O dado aqui é Bozó
Um grande amor é Xodó
Demorar muito é Custar
De pernas tortas é Zambeta
Morre, Bate a Caçuleta
Ficar cheirando é Fungar

A clavícula aqui é Pá
Um mal-estar é Gastura
Um vento bom é Frescura
Ali, se diz, Acolá
Um sujeito inteligente
Muito feio ou valente
É o Cão Chupando Manga
Um companheiro é Pareia
Depende é Aí Vareia
Tic nervoso é Munganga

Colar prova é Filar
Brigar é Sair no Braço
Nosso lombo é Ispinhaço
Faltar aula é Gazear
Quem fala alto ou grita
Pra gente aqui é Gasguita
Quem faz pacote, Embala
Enrugado é Ingilhado
Com dor no corpo, Ingembrado
É assim que a gente fala

Um afago é Alisado
Um monte de gente é Ruma
Pra perguntar como, é Cuma
E bicho gordo é Cevado
A calça curta é Coronha
Um cabra leso é Pamonha
E manha aqui é Pantim
Coisa velha é Cacareco
O copo aqui é Caneco
E coisa pouca é Tiquim

Mulher desqualificada
Chamamos de Lambisgóia
Tudo que sobra, é Bóia
E muita gente é Cambada
O nariz aqui é Venta
A polenta é Quarenta
Mandar correr é Acunha
Ter um azar é Quizila
A bola de gude é Bila
Sofrer de amor, Roer Unha

Aprendi desde pivete
Que homem franzino é Xôxo
Quem é medroso é um Frouxo
E comprimido é Cachete
Sujeira em olho é Remela
Quem não tem dente é Banguela
Quem fala muito e não cala
Aqui se chama Matraca
Cheiro de suor, Inhaca
É assim que a gente fala

Pra dizer ponto final
A gente só diz: E Priu
Pra chamar é Dando Siu
Sem falar, Fica de Mal
Separar é Apartá
Desviar é Ataiá
E pra desmentir é Nego
Quem está desnorteado
Aqui se diz Ariado
E complicado é Nó Cego
Coisa fácil é Fichinha

Dose de cana é Lapada
Empurrão é Dá Peitada
E o banheiro é Casinha
Tudo pequeno é Cotoco
Vigi! Quer dizer, por pouco
Desde o tempo da senzala
Nessa terra nordestina
Seu menino, essa menina!
É assim que a gente fala.”
NÃO DEIXE DE VISITAR: "Recanto das Letras"

Poste também o seu comentário, diga a esse grande poeta o que você achou do que leu por lá.
Eu já disse, confira.

sábado, 22 de janeiro de 2011

O QUE O VENTO ME TROUXE



Achei que criar raízes seria só no chão

Mas descobri que se criam raízes no coração.

E que de tão frondosa a árvore plantada

Não há nada que a faça ir ao chão.

Mesmo que a árvore tenha erva daninha

Não tenho mais como a ver derrubada.

Aqui brotou, cresceu e floresceu

E nunca mais se desprendeu.

E o amor que aqui foi plantado

Com flores e frutos desabrochou.

É tão forte e lindo que se enraizou

E para sempre comigo ficou.

Achei que criar raízes seria só no chão

Mas descobri que se criam raízes

Também no coração.


(Jorge Luiz Vargas)
 
 
Gaúcha, nos pampas nascida.
 Um grande sonho acalentei
 Morar numa ilha encantada
 Cheia de bruxas e fadas.
 Nessa terra cheia de graça
 Onde se juntam todas as raças,
Minha ilha lança ao poente
 O azul espelhado da lagoa,
O verde silêncio das montanhas,
O rumorejar de um mar azul
 Que beija apaixonado a areia da
 Minha ilha de renda poética.
Não importa se há sol ou chuva,
 A mágica ilha é sempre azul,
Fica gravada na alma e
Quem aqui vem sempre vai voltar,
Para descobrir novos caminhos,
 Novos destinos, pois
Esta magia nunca irá acabar.
 
 
 
"TUDO QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO" (Fernando Pessoa).
 
Descobri UM VENTO NA ILHA por acaso, mas não será mais por acaso que voltarei todas as vezes que o vento soprar , pois o que ele me traz é pura beleza e emoção. Não deixe de conferir, quero compartilhar com você todas as maravilhas que vi por lá. Beijos fraternos.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

HOJE É O ANIVERSÁRIO DE CARLINDA!


Amar a Natureza é uma das mais belas formas de amar a Deus. Quem ama a Deus, sobre todas as coisas, ama ao próximo como a si mesmo. A Natureza é vida, e o que é a vida senão a própria manifestação de Deus? Deus também se manifesta através dos nossos sentimentos, aqueles que guardamos no fundo dos nossos corações. E não é o coração o orgão a quem atribuimos ser a Casa de Deus?
Quando cometemos insensatez, desatinos e qualquer espécie de mesquinhez, logo, ouvimos dizer que a causa é falta de Deus no coração.
Mas Deus é misericordioso, basta-nos o arrependimento sincero do que lhe causou desapontamento que Ele volta à nossa morada.

Mas por que estou abordando esse assunto que, à primeira vista, nada tem a ver com o motivo desta postagem de hoje?
É porque ontem, dia 3, dia do aniversário da minha filha Karla, eu li uma postagem no Blog de Paulo Patriota, cujo título era "A LUZ DO CORPO SÃO OS OLHOS", e lá está escrito:
"... Enfim, devemos a uma amiga transcendental (talvez ela não saiba o volume de sua importância no nosso ciclo atual da mansidão) toda reorientação íntima de hoje que nos anima, ela, que ensinou-nos a consultar o coração sempre, porque ele é a ressonância da entidade unificadora que nos habita. Amiga que é um perfume jamais votalizado, cujo aroma nunca dissipar-se-á do seu jardim humano. Ela, a que nomeamos amiga maternal porque é mãe, e só as mães amam incondicionalmente sem renúncia." 
Minutos depois recebi um e-mail de Paulo com a seguinte mensagem:
"Lusa, prima querida, só depois de postar minha croniqueta de hoje vim até aqui. Foi dedicada à Você, viu? E olha como terminei: "E só as mães amam incondicionalmente com renúncia".
Bendito o ventre que fez desabrochar as jóias do teu escrínio materno.
Um terno beijo."
Motivada por essa dedicatória do nosso amigo Paulo, eu não encontraria nada mais apropriado para homenagear a nossa amiga Carlinda, neste dia do seu aniversário, senão a transcrição (que guardei no meu coração) do que Paulo escreveu para ela em um comentário à postagem que fiz "CORRE MEL EM PLENO RIACHO SALGADO", numa alusão ao Sítio em que ela nasceu.

E encorajada por essa mensagem que li no mural do VenezaPedraSoltas (Blog de Naide) sobre a postagem PARABÉNS, CARLINDA NUNES, FELIZ ANIVERSÁRIO! :
"Parabéns, Carlinda, poetisa das Pedras Soltas, feliz aniversário! Homenagem mais que merecida, justíssima,encaixada à tua magnificência humana. Congratulo a ti também, Naide, pelo régio preito cujo desfecho emociona e a imagem, idem. Beijos a ambas.
Paulo Patriota"
Em agradecimento ao meu amigo Paulo, por atribuir-me uma parcela de contribuição para a sua atual reorientação íntima, estimulando-o a pensar com o coração, é que republico o seu comentário feito por ocasião do lançamento do Blog de Carlinda  CORRE MEL EM PLENO RIACHO SALGADO! , e dessa feita ficará gravado para sempre, porque no coração não existe a tecla "delete" para o bem que fazemos aos nossos irmãos.


 Eis  o que Paulo escreveu com o coração, sobre Carlinda,  que nunca  pude deletar:
"Não sei nem como começar...

Lusa é a poetisa da prosa escrita; Carlinda fez com que suas décimas (hosanas ritmadas), que as sei de cor um punhado, se transformassem na sinfonia de um disacúsico.

O estilo é o ser. Então, na mais mínima oração, a alma se revela em tríplice harmonia, santíssima trindade espiritual que escalona o degrau que dá ao portal do Paraíso almático que se revela em poucas linhas ou falas.
Já a intitulei de Majestade do Pajeú, mas achei pouco; então a defini assim: Sua Excelência, a Sertanejidade.
Todas as minhas croniquetas relativas ao Sertão foram inspiradas nela - e continuarão sendo.
Quando a filha de Dona Alzira conversa, desce sobre todos seu véu interior, como uma brilhante núncia de um flor de mandacarú.
Daqui por diante, mais omisso eu seria no meu narrar - e mais confuso ficaria do que balbuciar de infante - em tentar defini-la,posto que ela, sendo um ente singular, é plural.
Conheci-a em 1986 e tenho tudo o que então ela me presenteou, sendo ela um pedaço de mamãe, pois foram amigas de infância e são contemporâneas.
Carlinda, rouxinol que canta o princípio, o meio e o fim,desculpai o que te pude ferir.
Faze do meu erro brumoso uma rubra lua do perdão, porque em mim invade velha saudade de ti.
Obrigado, Lusa, teu RAÍZES congrega para que redoure-mo-nos em força, em graça, em vida, em luz.

Beijos para ambas.

Quando Carlinda me convidou para um passeio histórico e sentimental até à Fazenda São Pedro, fiz questão de prová-la que sei inúmeras décimas da mesma, dizendo, em tom de embolada, uma quando subíamos a ladeira da Serrinha:

"Cachoeira dos Vicentes
Da cana do doce fino
Na seca ou nas enxentes
Teu solo é quase divino
Vizinha da Boa Vista

Lá de Seu Pedro Batista
E do Caramucuqui
Do Recanto e da Serrinha
Onde o cantar da rolinha
É diferente daqui..."

Uma vez,quando faltou energia (mamãe já estava doente),no mês junino,estávamos ela,Pai Zezo,Dona Hilda,Titia Vila,Titia Graça,Bamba e Olavo lá na calçada de Vovó e eu disse,no tom exato,estas três da Majestade:

"Sou filha de Itapetim
Cidade das Pedras Soltas
Que dos Sertões é jardim
O lirismo cai em gotas
Envolvendo a típica aragem
E dando vida à paisagem
Daquele árido rincão
Onde a torre imponente
Da igreja ali presente
Se faz ornamentação!"

"Saudade de Itapetim
Do cheiro do marmeleiro
Das vassouras de alecrim
Das flores do cajueiro
No inverno é um jardim
Na seca é um tabuleiro
Que não nasce nem capim
Mas é um grande celeiro
De cactos,pedras,enfim
Que ornamentam o Cruzeiro!"

"Saudade lá dos sítios
Das castanhas de cajú
Das bolachas das Emídios
Das cocadas do umbú
Dos causos,contos e piadas
Do som daquelas risadas
Na casa de Dona Juva
Dos bolinhos de Teodora
Da casa de mãe agora
Até do cheiro da chuva..."

Pai Zezo atento; Titia Vila, emotiva por demais, muito pregada às raízes, com os olhos rasos d'água."

3 de dezembro de 2010 17:27


A expressão de Carlinda, ao contemplar a natureza, parece contemplar a própria Essência de Deus : O amor. Se fomos criados para amar, e atender aos apelos do nosso coração, é o que estou fazendo agora, estou devolvendo para Carlinda, como presente de aniversário,  o amor que Paulo extravasou no que acabo de trancrever.

4 Vozes - Essência de Deus



O mundo há de passar e toda profecia
Os dons, as línguas e tudo mais que existir
Porém como aquele que foi
Hoje é e pra sempre há de ser
O amor é a essência de Deus
E pra sempre também vai viver

Bondoso e sem rancor, fiel e consciente
Humilde e sofredor, espera tão somente
Justo e verdadeiro, tudo suporta e tudo crê
Tão puro e perfeito é o amor
Não busca interesse ou favor
Mistério, expressão, vida e luz do Senhor

Se eu pudesse saber destinos ou futuros
Fazer mover as montanhas com minha fé
Se eu pudesse falar qualquer língua
Em qualquer lugar
E desse os meus bens ao mais pobre
Ou morresse em favor de alguém

Se não tivesse amor, de nada valeria
Se não tivesse amor, proveito algum teria
Fria e sem razão a vida, então, passaria
Vazio seria o falar
Um sino que insiste a tocar
Se dentro de mim não valesse o amor



"Ao ver multidões, Jesus encheu-se de compaixão por elas, porque estavam cansadas e abatidas"
(M, 9, 36)


Dedico esta postagem a Carlinda, pela passagem do seu aniversário e, a Paulo Patriota por suas inigualáveis definições do que ela representa para todos nós da comunidade virtual, e sobretudo pelo que ela representa na vida real de cada um de nós que privamos da sua amizade.
Digitada em computador de única tecla, portanto, impossível de deletar, protegida contra ataques de virus, porque saiu de dentro do coração, tem " aroma que nunca dissipar-se-á do meu jardim humano", em cujo espaço vocês dois têm lugar definitivo.
Hoje tem endereço no Sul da Bahia, onde Carlinda veraneia com sua família, nesta bela casa de praia.
Feliz Aniversário, minha amiga, que Deus conserve tua presença entre nós por longos anos!


quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO: MORRE O VICE-PREFEITO DE ITAPETIM



Faleceu hoje, o Vice Prefeito de Itapetim, João Arcanjo de Sousa (João Galego).
João tem laços de consaguinidade, parente e amigo do nosso pai, filho de Vital de Souza Leite e de Dona Suzana Arcanjo dos Santos, casado com a nossa estimada Nevinha, a qual dirijo o nosso pesar pelo inesperado falecimento do nosso amigo João Galego.

Vital de Souza Leite, seu pai, (in memoriam) é considerado um dos maiores poetas da região, deixou como herança para todos os filhos o dom de suas rimas.
Seus irmãos, Zezito (in memoriam) Jacinto e Adalberto têm uma gama de poemas que encantam pela beleza com que foram feitos.
João, também poeta, homem simples, de pouco falar, um grande amigo que nos deixa muitas saudades.



Pinçado do Blog Itapetim.Net (Bernardo Garapa)

Que Deus lhe receba na eternidade com muita luz, nossas condolências para toda Família!

MENSAGEM ENVIADA A NEVINHA (esposa de João)


Minha querida amiga Nevinha, 

Este é um momento que gostaria de não estar escrevendo para vocês, mas esta é a vontade de Deus.

Perdemos um grande amigo! Itapetim perdeu um grande homem!
Este homem que entrou na política para ajudar aos mais carentes, foi surpreendido prematuramente, frustrando a esperança que o povo nele depositou.
Infelizmente, não podemos contrariar a vontade de Deus, poderemos ficar insatisfeitos e, pela fé, aceitar os seu desígnios.

O povo da minha terra, como vocês, perdeu um PAI, um homem sereno, manso, humano, ético, conciliador por natureza, o qual dedicou sua vida à sua família e aos seus conterrâneos.

Vai ser difícil, para todos nós, entrar naquela lanchonete e não ver o nosso querido JOÃO GALEGO, sempre atento a tudo e a todos, interessado em todos os problemas dos seu amigos, procurando sempre uma maneira de ajudar ao seu semelhante.

Vem à minha lembrança a época da minha campanha para prefeito em 2000, poucos sabem, mas ele foi fundamental na definição do meu nome, quando na pré-campanha tinha três candidatos do mesmo grupo, ele interveio para que fosse o meu nome escolhido; a partir daí se incorporou à minha campanha como se fosse a dele, guardei isso no meu coração e sempre o tive e o terei, como um grande amigo e camarada.
Guardarei comigo a lembrança de sua figura humana, de sua simplicidade.

Que os laços de amizade que nos uniram, continuem como elos entre nós, estendendo para os nossos filhos o sentimento fraterno que sempre permeou o nosso convívio. Transmita aos meninos, seus filhos, e aos seus familiares de um modo geral, os nossos sinceros sentimentos, que DEUS lhe dê forças para suportar tamanha dor. 
                                
Recife, 30 de dezembro de 2010

 Dos Amigos Carlos, Lusa e filhos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

QUANDO O NATAL TE DESLUMBRAR




Meus amigos,

Ao voltar do trabalho para casa, em um dos semáforos da cidade, alguém aproximou-se do meu carro e me entregou um pequenino cartão de Natal. Deixei-o alguns dias dentro do carro e confesso que não li.
Dias depois, eu o achei sobre o banco trazeiro, amassado e desprezado.
Debrucei-me e o tomei nas mãos. Comecei a ler o que nele estava escrito:
"Ao clarão do Natal , que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!..."
A voz, a qual a mensagem se refere, é a voz do seu próprio Coração!

Então eu quis partilhar, com os amigos do coração, essa expressiva mensagem que tocou tão fundo em minh' alma,  transportando-a para esses slides que aqui acabo de postar de presente para vocês.

Desejando que essa mensagem, extraída de um pequenino cartão que um desconhecido me ofertou, pinçada do Livro "Antologia Mediúnica do Natal" (Chico Xavier), possa alcançar o coração de católicos (como eu), evangélicos, espíritas e de todo e qualquer cristão, independente de sua religiosidade; possa, sobretudo, despertar e/ou reforçar o nosso espítito de solidariedade cristã.

Que tenhamos um Feliz Natal e um Própero Ano Novo, que Jesus nos abençoe e nos faça ser mais fraternos, mais irmãos.

Muito obrigada, meus amigos,  por desfrutar da amizade sincera de todos vocês.
Saibam que a presença de vocês, nos meus espaços virtuais, traz para o meu coração o contentamento de uma criança, quando ganha um presente desejado.

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CORRE MEL EM PLENO RIACHO SALGADO





Carlinda inicia sua "História de muitas Histórias" com um belo poema dedicado aos seu bisavós, Joaquim Ferreira de Brito e Josefa Maria da Conceição Ferreira de Brito:

...Sou da Família Ritinha
Deste Riacho Salgado
E a muito tempo vinha
Querendo ver registrado
Aspectos daquela vida
Lembranças tão doloridas
Que nem o tempo desgasta
Quanto mais passa, sinto
Da saudade o labirinto
Que de mim nunca se afasta ...
 E ela segue contando sua história, sua vivência no Riacho Salgado (Sítio em que nasceu, no Município de Itapetim). Em um dos seus versos, ela mesma se pergunta: "Por que um riacho tão doce ganhou o nome de Riacho Salgado?"
Talvez, quem sabe, para que a doçura de Carlinda fizesse contraste com o lugar em que nasceu, tal qual na lei do contraste simultâneo das cores de Michel Eugéne Chevreul, cuja teoria inspirou, entre outros, o pintor Georges Seurat.
Talvez se Carlinda não tivesse ido embora da terra em que nasceu, de tanto banhar-se no Riacho Salgado acabaria por transformar suas águas em néctar do colibri.
Mas Carlinda partiu, o riacho continua salgado e ela continua doce, nós é que viramos colibris em buscar de seu néctar.
Carlinda por onda passa, na vida real ou virtual, pouco importa, passa distribuindo de forma gratuita: amizade, lealdade, justiça, perdão, otimismo, compaixão, alegria, satisfação e solidariedade.
O altruismo que existe em Carlinda faz com que ela concilie sua satisfação pessoal com o bem estar de seus semelhantes, de sua família e de sua comunidade.
Vamos acompanhar essa história, pari passu, cujos registros vão nos fazer entender porque Carlinda é uma privilegiada em relação a sua índole e a sua genética.

Comentário feito por mim à postagem : CARLINDA E SEU FILHO BETO!

Não conheci os pais de Carlinda, do ponto de vista de um relacionamento profundo. Sei, por informações dos meus, da integridade moral e da conduta que os seus antepassados deixaram como exemplo para a sua posteridade.Não os conheci, mas hoje posso dizer que conheço Carlinda. Nunca em tão pouco tempo de convivência contínua, alguém pôde revelar com tanta firmeza o caráter de que é possuidor. 
Carlinda, com certeza sofreu influências da família: pela genética, pela convivência e pelos ensinamentos. Mas Carlinda, ao partir tão cedo para a vida, mostrou que era senhora do seu próprio destino. Através das suas forças interiores ela escolheu a sua forma de interagir com a sociedade. Carlinda formou a sua própria índole.

De posse dessa índole, que ela mesma formou, emancipou-se no meio do seu grupo social, com plena consciência de si e da vida, e sabe, como ninguém, como manter relacionamentos de forma a ter um convívio harmonioso.
Carlinda com seu espírito livre, construiu seu próprio destino. E, ao cruzar com os nossos destinos, ela nos dá gratuitamente essa bagagem que adquiriu na vida, hora pela influência positiva dos seus antepassados, hora pelo seu espírito livre para se construir, hora pela índole que possui. Enfim, Carlinda por onde passa, não só brilha, ela derrama luz!

E feliz daquele que souber aproveitar, nem que seja uma só fagulha, dessa luz que existe em seu interior.
Enfim, privar da amizade de Carlinda,  se sentir amada por ela, é um grande privilégio.
Carlinda é gente que não se tira do coração.