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terça-feira, 31 de agosto de 2010

HOJE É O ANIVERSÁRIO DE DHOTTA!



No meu "Trem da Vida" os amigos são sempre bem-vindos. Ao narrar o meu percurso humano e social, nesta maravilhosa viagem, a bordo do "trem da vida", eu vou juntando lembranças enraizadas na memória e no coração, vou contando minhas histórias, homenageando meus amigos, velhos ou novos, mortos ou vivos, que me deixaram marcas indeléveis, pela amizade e atenção que deles recebi ou ainda recebo.

Marcos Dhotha é o meu homenageado de hoje. Meu amigo, meu conterrâneo, assíduo companheiro desta viagem, de cuja exclamação, ao adentrar no vagão dos "Piancós", jamais esquecerei.
Tocou tão fundo em minh'alma que a transformei em marca registrada dos meu Blog Raízes e dos demais integrados a ele.

"Passear por aqui é tropeçar na SAUDADE, esbarrar no AMOR e encontrar VIDA!"


video

E tropeçando na SAUDADE formatei este vídeo, com imagens reveladoras das origens do meu amigo Dhotta, tão sertanejas quanto as minhas que, de geração à geração, ao longo de tantos anos, vêm multiplicando essa amizade, tornando nossos laços cada vez mais fortes.

Amigo do peito da minha irmã caçula, Rita de Cássia, Dhotta caiu nas graças da minha mãe, era acolhido na nossa casa com muito afeto.

Companheiro de viagem, no meu "Trem da Vida", sempre compartilhando das minhas SAUDADES, Dhotta escreveu um comentário para a postagem que fiz no dia 12 de setembro, dia em que, se viva fosse, seria o aniversário da minha mãe:



Todas as vezes que entro no “RAÍZES” tenho a sensação de que apenas nos despedimos do tempo e nunca da vida. Geeente!! Como tudo isso aqui pulsa. É o AMOR, a SAUDADE e a VIDA entrelaçados num único lugar. Qualquer pessoa de coração bem formado vai se sentir acolhido, em casa. É impossível olhar para o amor que sentes por tua família e não lembrar que também temos uma... E as famílias florescem sempre, é a primavera da vida. Nós é que envelhecemos ao sabor do outono dos “antigamentes”. E que delícia recordar que ainda podemos ser felizes com as lembranças e o legado das nossas Raízes. E saber que somos também sobreviventes, a partir de um tempo, onde nossos pais não nos davam o que queríamos, mas sim o que eles podiam nos dar. E o que é melhor, sem culpas posteriores. Eita tempo bom danado! Onde nossas casas possuíam quintais, árvores, flores e animais... E que consertar a rodinha de um carinho quebrado ou achar o braço perdido de uma boneca, era a coisa mais importante do mundo...

Em resumo, passear por aqui é tropeçar na SAUDADE, esbarrar no AMOR e encontrar VIDA....

E hoje ao abrir a página do Raízes, vejo essa “Ode ao amor materno”... Somente Rita de Cássia sabe o quanto sou suspeito para falar de Dona Rita. Mas não quero lamentar sua descida do “Trem da Vida”, uma vez que o pouco tempo que convivi com ela, eu sequer escutei um lamento. Mas pude sentir a extrema compreensão de uma mãe. E isso me bastou para que eu pudesse amá-la da mesma forma que amava a minha. E por quantas noites ao entrar na casa de vocês, fui acolhido como a um filho. Tratado “a pão-de-ló”, era assim que eu me sentia. Passava o dia inteiro fazendo regime para quando chegar à noite, quebrar. Dona Rita mandava logo meu regime pro “bebeléu” e calava minha fome com um pedaço de bolo e doce de mamão. Ela humilhava toda e qualquer tentativa minha de fazer regime. Impossível entrar naquela cozinha e não sentir o cheiro de pão, café e manteiga...

Eu queria deixar apenas esse registro para deleite de minhas lembranças e dizer a ela: Dona Rita ! A senhora tinha razão... Nunca consegui terminar de fazer um regime na minha vida. Mas eu continuo o Dhotta “glutão”, sempre a espera de um pedaço de bolo, com bastante doce de mamão...(rs!) Até rimou. E para completar: Te tenho para sempre eternizada em minha mente e em meu coração. Um beijo saudoso.
14/09/09 12:44

Meu amigo, o que você deixou registrado não foi apenas para deleite de suas lembranças, foi sobretudo uma consagração da nossa amizade, você, com suas palavras, comparando o amor que sentia pela minha mãe com aquele que sente para com a sua, selou o nosso amor fraterno de tal modo que jamais o tiraremos do coração!

Acontece que no "Trem da vida" histórias é o que não nos faltam para contar. Nosso trem é um reduto de surpresas. Não respeitamos sequer a ordem cronológica dos fatos, o pensamento vagueia ziguezagueando entre o passado, o presente e o futuro.
O passado serve-me de lições, lembra-me momentos felizes, mas lembra-me também episódios desanimadores, mas que foram superados para dar lugar a uma vida vivida sem fuga e sem dramatização. Serve-me de raízes fincadas bem no fundo do meu coração, para que nunca me esqueça que o meu presente deve muito a maneira como no  passado fizeram o meu começo, fortalecendo-me para que saiba fazer o meu futuro.
E neste zizague no tempo, certo dia lembrei-me de que o pai de Dhotha, Toinho da Penha (in memoriam), havia salvo minha vida quando, ainda criança, numa noite de tempestade, lá na minha terra natal, caíra esparramada sobre o barro, bem ao lado da Casa Penha, a casa comercial dos Penhas.

De posse dessas lembranças, eu as repassei, para os companheiros de viagem, através da postagem do dia 14 de janeiro de 2010, no Blog "Nossa Infância e Adolescência" integrado ao "Raízes" cujo título é  Entre Raios e Trovões! .
Escrevera em detalhes  aquelas cenas guardadas no baú das minhas memórias, descrevera com tanta fidedignidade que, por vezes, vi a claridade daqueles relâmpagos, ouvi o estrondo do trovão e senti na pele as mãos protetoras do pai de Dhotha que, freneticamente, massegeava meus pulsos na tentativa de reanimar-me.

Quando Dhotta viu a postagem, chamou Bernadete (a mãe dele), e unidos, emocionados pela evocação de um passado, onde o pai e o marido, respectivamente, havia sido o herói que me salvara, escreveram-me o seguinte comentário:

O Tempo parou por aqui... Pronto! Não mais existe tempo por cá. Tempo aqui é coisa que se conta – APENAS - através da memória e não dos calendários. Tempo que se revela nas lembranças, vivências e saudades (no tempo presente...) E nós vivemos nesse tempo da memória. Falo de uma Memória Saudável! Dos risos insanos e das lágrimas não contidas... Ah! Tempos idos, tempo perdido, velhos tempos, tempos de outrora e tempos de nunca mais... Tempo da alma e do tempo que falta... É o passar do tempo meu bem! Mas um passar do tempo no tempo de Hoje. Tempo de passado presente... TEMPO DE RAÍZES !!! Raízes de um passado forte. Que sobrevive e que se renova naqueles que aqui ficam pra contar histórias... Histórias do tempo, mas contadas com o coração do agora. Cujas ramificações – indiscutivelmente - são partes de nós, da história de um povo. Coisa viva!!! De dentro da gente. E que sutilmente desliza por entre raízes pulsantes. Esse espaço aqui é das entranhas mesmo! Pois a cada raiz que se finca ao correr do tempo, se constrói o hoje, o nós, o somos. O tempo aqui transcende; O tempo aqui se transforma; O tempo aqui nos torna inteiros, alicerçados, fortes... E para quem sabe olhar com o coração, o tempo aqui é amor. Onde os momentos felizes se transformam em relicários antigos, e as tristezas são contadas como batalhas vencidas com coragem e fé. Somos sobreviventes, é verdade. Porque a vida continua como tem que ser. A nossa memória é que nos privilegia. Onde nosso tempo não corre como nos calendários que estipulam datas, meses e anos... Nosso tempo é contado a partir do imenso amor que sentimos – na memória presente – por nossas Raízes. Temos muito em comum, bem sabes... Toínhos, Raízes e Catrevagens. E as histórias de tudo aquilo que sentimos e vivenciamos nunca serão esquecidas, porque o coração lembra e conta tais histórias como “manchetes do dia”. Manchetes que a alma recorta e guarda para lembrar e sentir sempre. Que as tuas, as nossas e as RAÍZES de todo nosso povo sejam sempre abençoados. E que tu possas seguir sempre com esse olhar limpo, com essa sabedoria e com esse orgulho pelo que és e representas para todos nós. Carlos que me perdoe, desculpe-me e me entenda... Mas eu te ADORO AMIGA!
Obrigado por esse resgate tão lindo. Minha mãe está aqui com os olhos brilhando... Por isso a Minha Crônica do dia é sua.

À esquerda Bernadete (minha irmã) e à direita Bernadete (mãe de Dhotta)

E aos pés do teu comentário, àquela minha postagem, eu escrevi:
"Meu amigo, fica difícil agradecer o que escreveste aqui. Primeiro porque tu escreves muito bem, segundo porque essa crônica não merece ficar escondida como um simples comentário. Hei de arranjar tempo e capacidade para colocá-la em evidência. O mundo precisa saber os motivos pelos quais tu e tua família são "raízes do meu coração”. Não quero esgotar aqui o que gostaria de te dizer, deixo para tentar verbalizar noutra oportunidade, em um dia daqueles em que as palavras são escritas pelas mãos, porém são consideradas inspirações divinas. Um beijo no teu coração! "
Hoje cumpro o que prometi. Se não consegui inspiração divina para as palavras, pelo menos as escrevo no dia 31 de agosto, dia em que o próprio Deus sentiu-se inspirado em te trazer ao mundo, presenteando a tua família e aos teus amigos com o teu nascimento.

Nós temos raízes fincadas no mesmo chão, nascemos e passamos boa parte de nossas vidas apreciando a mesma paisagem, a Praça de São Pedro, cuja edificação foi uma iniciativa do meu saudosos pai, à época em que foi prefeito da nossa cidade.

Hoje, olhando para a mesma praça, você pode se orgulhar do seu belo projeto de revitalização, cujo resultado revela a competência do seu irmão, o arquiteto Camilo Costa, que lhe evolveu a beleza perdida pela destruição e descaso de outras administrações.

Nós temos origens semelhantes. Nossos antepassados viveram da produção agropastoril, os meus, do Sitio Maniçobas, os teus, do Sítio Penha. Além do que, através dos seus estabelecimentos comerciais, seguiram o mesmo ramo. Compravam e vendiam, em grosso e a varejo, alavancavam a economia do município. Davam empregos, distribuiam renda, ganhavam dinheiro, ajudavam aos pobres, faziam política, disputavam o mercado, importavam e exportavam mercadorias e deixaram para nós um exemplo de homens de bem que fizeram do trabalho honrado a maneira mais correta de subir na vida.
Por tudo isto, orgulho-me das minhas raízes e trago as tuas no meu coração.


Na política, fomos adversários, os Penhas eram de Inácio Mariano Valadares, udenistas (UDN).
Os Piancós eram de Walfredo Paulino de Siqueira, pessedistas (PSD), porém, até onde eu sei, a preferência partidária jamais foi motivo para abalar a amizade e o respeito que sempre existiu entre nossas famílias.
Seu Tio, Luiz da Penha, foi um dos nossos melhores amigos, no que pese ter concorrido juntamente com meu pai, na chapa majoritária para prefeito de Itapetim, e, naquela ocasião, apesar de candidato derrotado, foi o primeiro a chegar na nossa casa para comemorar a nossa vitória.



Sem se falar da grande amizade que meus pais nutriam pelos seus avós maternos, Seu Albino e Dona Maria.
A nossa afinidade com Cléria e Adalberto Confessor (seu esposo), com Danda, Udo, que foi minha colega de ginásio, minha e de Beta minha irmã mais velha, em São José do Egito).

E o que dizer sobre a Drª Socorro? Para nós será sempre "Colinha de Toinho e Bernadete", pois que de tão meiga e delicada, continuará para sempre a ser aquela menina que veio, sozinha, à capital do estado para se formar em medicina,  tornando-se presença constante em nossa casa, por intermédio da nossa prima, Ivani, sua grande amiga de infância, que também veio do interior para estudar, e morava conosco.
A amizade cresceu de forma que, posteriormente, tivemos a honra de ser seus padrinhos de casamento.
Dona Maria, sua avó, foi uma das grandes amigas de Dona Anita Rego (minha sogra), tanto é que foi convidada a posar junto com a família por ocasião da inauguração da Praça Aderbal Rego.



Por tudo isto, Dhotta, em todas essas lembranças, após tantos tropeços na SAUDADE, eu  esbarro no AMOR fraterno que nos une à sua família, e por tudo isto, Dhotta, eu aproveito para te desejar, no dia de hoje, dia do teu aniversário, muitos anos de VIDA.

E por tudo isto, eu te dedico a canção de Roberto Carlos: "Eu quero ter hum milhão de amigos e bem mais forte poder cantar ..."



São coisas como estas que a gente não tira do coração.

Parabéns, amigo, obrigada por todas as atenções que de ti recebo.

P.S.

Se você recebeu esta postagem por e-mail, por favor não responda, clique em "Postado por Lusa Vilar em RAÍZES DO CORAÇÃO" para visualizá-la na íntegra. Feito isto, deixe seu comentário (se desejar).

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

ADEUS MINHA AMIGA DJANIRA!


Djanira Paes da Silva, Ex-Primeira Dama de Itapetim - PE

 De luto está Itapetim. De luto está o coração das filhas de Toinho e Rita.
Nesta casa, na casa de Toinho e Rita, a palavra "mãe " saia da boca de Telma e Tânia ( suas filhas) com o mesmo sabor que saia da nossa boca quando nos referíamos a Dona Rita.
Djanira nunca vinha à nossa casa, nossa mãe também não frequentava a dela. Mas as duas tinham um pacto de amizade, um bem-querer tão forte, que ultrapassava distâncias e ausências físicas. 
Através dos filhos elas se mantinham fiéis às suas amizades, porque comungavam do adágio que diz: "Quem a boca do meu filho beija, a minha adoça". E a presença dos filhos de Djanira, na nossa casa, fortalecia a amizade que nossa mãe lhe devotava, em vice-versa.
Hoje elas se encontraram na eternidade e certamente falaram sobre nós, unir-se-ão para fortalecer a vigília em favor da nossa proteção.
Vai, Djanira, vai com Deus, e diz a Dona Rita  que nós ficamos com saudades de você. Diz a Dona Rita que ela ainda hoje está mais viva do nunca em nossos corações, porque têm coisas nesta vida que dele jamais sairão, e amor de mãe é uma delas.
Adeus, minha amiga, até um dia na eternidade!

domingo, 1 de agosto de 2010

NOVOS PASSAGEIROS A BORDO - ESTAÇÃO BAHIA!


("Árvore de Amigos" recebido por e-mail, enviado por Pati Araújo)

No dia 02 de dezembro de 2009, ao brir o meu Blog Raízes eu me deparei com o seguinte comentário para uma das minhas postagens:

Oi Lusa,
Encontrei seu blog no  Caríssimas Catrevagens, o Blog de Dhotta,  e digo desde já: é um encanto tudo por aqui, o amor que você colocou no blog é evidente...um amor que vai desde seus pais até os seus netos lindos, parabéns!
Seu blog é de um saudosismo sensível que encanta, as fotos maravilhosas, a sua forma de escrever...Voltarei mais vezes para ler com calma todo o conteúdo desse báu de histórias.
Abraço forte, beijos e lindo dia pra vc! :]
E foi assim que Pati Araújo descobriu o meu "Raízes". Aos pouquinhos foi conhecendo a minha história de vida e eu fui acessando o seu blog  Flor de Liz  e, aos pouquinhos, também fui descobrindo a pessoa maravilhosa que ela passa ser através das sua postagens. Nasceu entre nós uma amizade virtual que, hoje, mesmo sem a conhecer pessoamente, posso dizer que ela plantou sementes no meu coração que um dia , certamente, nascerão e fincarão suas raízes. 
Este espaço é reservado para aqueles que fazem esta viagem junto comigo no meu "Trem da Vida". Por antecipação ao nosso conhecimento físico/pessoal disponibilizo para você, Pati, juntamente com sua linda família: Lua (sua filha) e Dona Izabel (a senhora sua mãe), três cadeiras no "vagão" da minha família.
Eu não conheço seu rosto, mas juro que conheço a sua essência. "Compartilho aqui tudo que amo", foi a primeira frase que li no seu blog. E o que você compartilha revela o que você é, você ama a leitura e, afinal, "uma pessoa vale pelo que diz, diz pelo que pensa e pensa pelo que lê ." 



No dia 12 de dezembro Pati me homenageou com  um selo para o meu "Raízes":

Lusa, lá no meu blog tem um selinho pra vc, uma pequena homenagem pelo lindo resgate que vc faz no seu Blog "Raízes". Beijos :)

Os dias foram passando e continuei escrevendo os relatos sobre as nossas origens, conforme havia prometido no "Raizes", o Blog que deixo de presente para os meus netinhos. E, assim, Pati, desde o dia em que me decobriu no Blog de Dhotta o Caríssimas Catrevagens , tem sido uma fiel companheira de viagem, acompanhada de sua mãezinha Dona Izabel e Lua, a sua filhinha de 14 anos.
Descobri que Pati morava na Bahia, na Cidade de Jacobina.
Jacobina ... Precia-me uma cidade muito familiar, não a conheço, mas algo me dizia que já havia escutado falar sobre ela. Conversando com Carlos, meu marido, ele lembrou de Seu José Calu, um amigo de Itapetim, nossa terra natal, que havia morado lá com a sua família: Dona Toinha, Socorro, Caluzinho e Josete.
Seu José Calu foi o pioneiro dono de cinema da minha terra. Não posso esquecer aqueles tempos de criança... Ainda ouço o apelo na difusora local " Não percam, sensacional película cinematográfica ..." 
Gostava de ir ao cinema, mascar "chiclete bola"... rss, escondida do meu pai, pois, não sei quem informou a ele que criança chupando chiclete era um perigo, se o engulisse ficaria pregado no intestino e dava câncer, que terror!
Na década de 50 minha terra conheceu o cinema, (se você quer recordar o que andava passando nas telinhas acesse este link   Filmes da década de 50  de lá para cá só alguns ambulantes montaram suas tendas em salões, praças e calçada da Igreja Matriz, onde a parede alta servia de telão.
E lá íamos nós, de cadeira na cabeça, assistir o filme que seria exibido. Não havia o menor interesse em saber se o filme era bom, o importante era ir ao cinema ... rss
Infelizmente, ainda ão apareceu outro "Zé Calu" e minha terra, hoje, não dispõe de nenhum cinema, em detrimento da juventude que vive privada desse importante instrumento de cultura e educação.
Quando comentei com a minha amiga, Pati, sobre o nosso conterrâneo, sobre o fato dele ter morado em Jacobina, ela, gentilmente, me presenteou com imagens da sua terra:

Igreja Matriz

Igreja da Missão Velha

Hotel Serra do Ouro
O Cruzeiro

Linda a sua cidade! Quem sabe um dia não estarei por aí visitando sua família, teria muito prazer em conhecer pessoalmente essas baianas, cujas origens são pernambucanas, conforme você me revelou em um comentário à minha postagem para o Dia das Mães, lá no meu Raízes:

Oi Lusa,

... Como é gratificante conhecer um pouco mais das pessoas que escolhemos conviver, mesmo que virtualmente. Conhecendo mais percebemos as afinidades, e até o porque de uma amizade que parece de muito tempo.
Laços invisíveis nos unem, talvez seja o sangue pernambucano *rsrs*
Sinto isso ao ler suas histórias, como por exemplo essa linda homenagem à sua mãe, parece que estou lá também, vendo toda a família e desfrutando desse maravilhoso jardim. D. Rita me lembrou muito a minha avó paterna, D. Lica de Zé Agostinho (sempre achei o máximo esse costume de assim denominar as pessoas da família, uns realmente pertencem aos outros: fulano de sicrano...e assim por diante.) Minha avó, mulher forte, com cabelo nas ventas... todos tinham medo dela, inclusive eu quando passava férias aí em Pernambuco, mas era só a cara de brava, por dentro era uma manteiga derretida. Sempre que íamos pra casa dela, no retorno para cá era a maior choradeira, ela não queria que painho voltasse pra casa... na verdade ela era muito emotiva.
Lusa, obrigada por suas palavras tão carinhosas no dia das mães, também felicito você, que é mãe e avó, sempre fazendo o melhor por seus filhos e netos, parabéns!
Mãinha e Lua mandam beijos e já incluímos você e sua família nas nossas orações, que Deus nos guarde e proteja.
Beijos e felicidade :)
Com carinho: Izabel, Pati e Lua
Minha amiga, com esse comentário que você fez aos pés da minha postagem em homenagem à minha mãe, pela passagem do seu dia, você selou a nossa amizade, você me faz repetir com toda convicção:

"Tem coisas que a gente não tira do coração" e a sua amizade é uma delas.
Muito obrigada, Pati, sua família também está inclusa nas nossas orações e hoje faz parte da minha árvore de amigos!

EM HOMENAGEM À FAMÍLIA BAIANA:




P.S.
Se você recebeu um e-mail, relativo a esta postagem, não deixe de clicar em "Postado por Lusa Vilar em Raízes do Coração" para ver a postagem na íntegra.