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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

NOTA DE FALECIMENTO: MORRE O VICE-PREFEITO DE ITAPETIM



Faleceu hoje, o Vice Prefeito de Itapetim, João Arcanjo de Sousa (João Galego).
João tem laços de consaguinidade, parente e amigo do nosso pai, filho de Vital de Souza Leite e de Dona Suzana Arcanjo dos Santos, casado com a nossa estimada Nevinha, a qual dirijo o nosso pesar pelo inesperado falecimento do nosso amigo João Galego.

Vital de Souza Leite, seu pai, (in memoriam) é considerado um dos maiores poetas da região, deixou como herança para todos os filhos o dom de suas rimas.
Seus irmãos, Zezito (in memoriam) Jacinto e Adalberto têm uma gama de poemas que encantam pela beleza com que foram feitos.
João, também poeta, homem simples, de pouco falar, um grande amigo que nos deixa muitas saudades.



Pinçado do Blog Itapetim.Net (Bernardo Garapa)

Que Deus lhe receba na eternidade com muita luz, nossas condolências para toda Família!

MENSAGEM ENVIADA A NEVINHA (esposa de João)


Minha querida amiga Nevinha, 

Este é um momento que gostaria de não estar escrevendo para vocês, mas esta é a vontade de Deus.

Perdemos um grande amigo! Itapetim perdeu um grande homem!
Este homem que entrou na política para ajudar aos mais carentes, foi surpreendido prematuramente, frustrando a esperança que o povo nele depositou.
Infelizmente, não podemos contrariar a vontade de Deus, poderemos ficar insatisfeitos e, pela fé, aceitar os seu desígnios.

O povo da minha terra, como vocês, perdeu um PAI, um homem sereno, manso, humano, ético, conciliador por natureza, o qual dedicou sua vida à sua família e aos seus conterrâneos.

Vai ser difícil, para todos nós, entrar naquela lanchonete e não ver o nosso querido JOÃO GALEGO, sempre atento a tudo e a todos, interessado em todos os problemas dos seu amigos, procurando sempre uma maneira de ajudar ao seu semelhante.

Vem à minha lembrança a época da minha campanha para prefeito em 2000, poucos sabem, mas ele foi fundamental na definição do meu nome, quando na pré-campanha tinha três candidatos do mesmo grupo, ele interveio para que fosse o meu nome escolhido; a partir daí se incorporou à minha campanha como se fosse a dele, guardei isso no meu coração e sempre o tive e o terei, como um grande amigo e camarada.
Guardarei comigo a lembrança de sua figura humana, de sua simplicidade.

Que os laços de amizade que nos uniram, continuem como elos entre nós, estendendo para os nossos filhos o sentimento fraterno que sempre permeou o nosso convívio. Transmita aos meninos, seus filhos, e aos seus familiares de um modo geral, os nossos sinceros sentimentos, que DEUS lhe dê forças para suportar tamanha dor. 
                                
Recife, 30 de dezembro de 2010

 Dos Amigos Carlos, Lusa e filhos.

sábado, 18 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

QUANDO O NATAL TE DESLUMBRAR




Meus amigos,

Ao voltar do trabalho para casa, em um dos semáforos da cidade, alguém aproximou-se do meu carro e me entregou um pequenino cartão de Natal. Deixei-o alguns dias dentro do carro e confesso que não li.
Dias depois, eu o achei sobre o banco trazeiro, amassado e desprezado.
Debrucei-me e o tomei nas mãos. Comecei a ler o que nele estava escrito:
"Ao clarão do Natal , que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!..."
A voz, a qual a mensagem se refere, é a voz do seu próprio Coração!

Então eu quis partilhar, com os amigos do coração, essa expressiva mensagem que tocou tão fundo em minh' alma,  transportando-a para esses slides que aqui acabo de postar de presente para vocês.

Desejando que essa mensagem, extraída de um pequenino cartão que um desconhecido me ofertou, pinçada do Livro "Antologia Mediúnica do Natal" (Chico Xavier), possa alcançar o coração de católicos (como eu), evangélicos, espíritas e de todo e qualquer cristão, independente de sua religiosidade; possa, sobretudo, despertar e/ou reforçar o nosso espítito de solidariedade cristã.

Que tenhamos um Feliz Natal e um Própero Ano Novo, que Jesus nos abençoe e nos faça ser mais fraternos, mais irmãos.

Muito obrigada, meus amigos,  por desfrutar da amizade sincera de todos vocês.
Saibam que a presença de vocês, nos meus espaços virtuais, traz para o meu coração o contentamento de uma criança, quando ganha um presente desejado.

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CORRE MEL EM PLENO RIACHO SALGADO





Carlinda inicia sua "História de muitas Histórias" com um belo poema dedicado aos seu bisavós, Joaquim Ferreira de Brito e Josefa Maria da Conceição Ferreira de Brito:

...Sou da Família Ritinha
Deste Riacho Salgado
E a muito tempo vinha
Querendo ver registrado
Aspectos daquela vida
Lembranças tão doloridas
Que nem o tempo desgasta
Quanto mais passa, sinto
Da saudade o labirinto
Que de mim nunca se afasta ...
 E ela segue contando sua história, sua vivência no Riacho Salgado (Sítio em que nasceu, no Município de Itapetim). Em um dos seus versos, ela mesma se pergunta: "Por que um riacho tão doce ganhou o nome de Riacho Salgado?"
Talvez, quem sabe, para que a doçura de Carlinda fizesse contraste com o lugar em que nasceu, tal qual na lei do contraste simultâneo das cores de Michel Eugéne Chevreul, cuja teoria inspirou, entre outros, o pintor Georges Seurat.
Talvez se Carlinda não tivesse ido embora da terra em que nasceu, de tanto banhar-se no Riacho Salgado acabaria por transformar suas águas em néctar do colibri.
Mas Carlinda partiu, o riacho continua salgado e ela continua doce, nós é que viramos colibris em buscar de seu néctar.
Carlinda por onda passa, na vida real ou virtual, pouco importa, passa distribuindo de forma gratuita: amizade, lealdade, justiça, perdão, otimismo, compaixão, alegria, satisfação e solidariedade.
O altruismo que existe em Carlinda faz com que ela concilie sua satisfação pessoal com o bem estar de seus semelhantes, de sua família e de sua comunidade.
Vamos acompanhar essa história, pari passu, cujos registros vão nos fazer entender porque Carlinda é uma privilegiada em relação a sua índole e a sua genética.

Comentário feito por mim à postagem : CARLINDA E SEU FILHO BETO!

Não conheci os pais de Carlinda, do ponto de vista de um relacionamento profundo. Sei, por informações dos meus, da integridade moral e da conduta que os seus antepassados deixaram como exemplo para a sua posteridade.Não os conheci, mas hoje posso dizer que conheço Carlinda. Nunca em tão pouco tempo de convivência contínua, alguém pôde revelar com tanta firmeza o caráter de que é possuidor. 
Carlinda, com certeza sofreu influências da família: pela genética, pela convivência e pelos ensinamentos. Mas Carlinda, ao partir tão cedo para a vida, mostrou que era senhora do seu próprio destino. Através das suas forças interiores ela escolheu a sua forma de interagir com a sociedade. Carlinda formou a sua própria índole.

De posse dessa índole, que ela mesma formou, emancipou-se no meio do seu grupo social, com plena consciência de si e da vida, e sabe, como ninguém, como manter relacionamentos de forma a ter um convívio harmonioso.
Carlinda com seu espírito livre, construiu seu próprio destino. E, ao cruzar com os nossos destinos, ela nos dá gratuitamente essa bagagem que adquiriu na vida, hora pela influência positiva dos seus antepassados, hora pelo seu espírito livre para se construir, hora pela índole que possui. Enfim, Carlinda por onde passa, não só brilha, ela derrama luz!

E feliz daquele que souber aproveitar, nem que seja uma só fagulha, dessa luz que existe em seu interior.
Enfim, privar da amizade de Carlinda,  se sentir amada por ela, é um grande privilégio.
Carlinda é gente que não se tira do coração.






domingo, 28 de novembro de 2010

A EDUCAÇÃO PERNAMBUCANA ESTÁ DE LUTO


Faleceu no início da noite dessa sexta-feira (26), Dona Maria das Dores Muniz de Melo, dona e diretora-presidente do Colégio Santa Maria, aos 94 anos de idade.
Apesar da idade e da saúde frágil, ela ainda era preocupada com a formação de seus estudantes, dos quais primava pela disciplina.
Em dezembro de 2009 por ocasião da "Abertura do Ciclo Natalino", esteve presente no auditório do Colégio e se deixou fotografar ao lado da minha neta Mariana Vilar.
Em nome dos meus filhos, Carlos Leonardo, Carlos Eduardo e Karla Sandra, ex-alunos  do Santa Maria, deixo aqui o meu reconhecimento à grande educadora responsável pela  formação intelectual, moral, cívica, ética e sobretudo, cristã, das minhas crianças que de lá sairam diretamente para a universidade, no mesmo ano em que concluiram o curso médio.
A este educandário, confiantemente, respaldados no resultado alcançado pelos nossos filhos, entregamos nossas netas, Mariana e Gabriela.
Muito obrigada, Dona Maria das Dores. Pelo desempenho da sua missão aqui na terra, hoje, será recebida nos céus com todos os louvores de Deus.
O Coral Infantil do Colégio Santa Maria, cuja apresentação a Senhora assistiu, vem novamente homenageá-la, sinta na voz de cada um desses pequeninos a saudade e o agradecimento pelos frutos que recebem do tudo que a Senhora plantou:



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terça-feira, 16 de novembro de 2010

FALECIMENTO DE DOROTÉIA NUNES



Meus amigos e familiares de Dorotéia Nunes, 

Perplexos, ficamos sabendo do acidente que vitimou a nossa conterrânea. Quis Deus que, após quarenta e três anos que não tive oportunidade de encontrar-me com ela, ao voltar das eleições para o segundo turno, nós a encontrássemos em fernte ao Banco do Brasil, em São José do Egito.
Pedi notícias da minha amiga, Mércia (sua filha), e prometi que na proxima viagem à Itapetim far-lhe-ia uma visita.
Tivemos pouca convivência com a nossa conterrânea Dorotéia, em contrapartida, privamos da amizade de seus irmãos, Dôra, Fátima e Antônio. Sem se falar dos laços que uniam nossos pais.
Seu João Nunes foi um grande amigo da família e nosso pai devotava a ele uma sincera amizade.
Mércia é uma grande amiga, que se uniu conosco em prol da candidatura de meu marido para prefeito de Itapetim. Trabalhávamos juntas dia e noite, Mércia passou a fazer parte da família.
Quando a campanha acabou, ela deixou em mim um profundo sentimento de gratidão, pelo seu esforço, pelo seu entusiamo e construimos uma amizade sincera que jamais será esquecida.
Nesta hora de dor para toda a família, Dorotéia já está nos braços de Deus. E vocês, meus queridos amigos e conterrâneos, entreguem-se nos braços de Nossa Senhora, segurem firme em suas mãos que Ela os ajudará a suportar tamanha perda.
Recebam de todos os meus familiares toda a nossa solidariedade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

OH! MORTE, OH! SERENA MAJESTADE!




PARA OS AMIGOS QUE , COMO EU,  SOFREM PELA SEPARAÇÃO DOS ENTES QUERIDOS:

"Sobre a Terra, tudo é ilusão, tudo passa, tudo se transforma de um instante para outro. O que conta é o que guardamos dentro de nós, tudo mais há de ficar com o corpo, que se desfará em pó.“ Chico Xavier 

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o Sol !... “

A MORTE NÃO EXISTE

"A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução. Para além da campa, abre-se uma nova fase de existência. O Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações; acha no seu estado mental os frutos da existência que findou.

     Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira mostra-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as coisas. Em parte alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós; em parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica. Por toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem, nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.

     A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o estio. Desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante por baixo do horizonte. É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se, para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.

     A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua grandeza. Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo augusto na hora das separações supremas. A maneira por que cada qual sabe morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a vida do Espaço.

     Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por claridades do Além. Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram a Terra. Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos desprenderem-se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo. Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se todo o desejo de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil, mais imperioso o dever.

     Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à vida invisível do Espaço. Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a encontrar-nos, além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres da nossa existência terrestre. A tumba apenas encerra pó. Elevemos mais alto os nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo o rastro das almas que nos foram caras.

     Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida. Os ossos e as cinzas que lá jazem nada são, ficai sabendo. As almas que os animaram deixaram esses lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível, onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com a vista, vos respondem e vos sorriem. A Revelação Espírita ensinar-vos-á a comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança inefável.

     Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no cemitério estão ao vosso lado. Vêm velar por vós aqueles que foram o amparo da vossa juventude, que vos embalaram nos braços, os amigos, companheiros das vossas alegrias e das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da vossa existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e do vosso coração. Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que tendes de percorrer.

     Ó morte, ó serena majestade! Tu, de quem fazem um espantalho, és para o pensador simplesmente um momento de descanso, a transição entre dois atos do destino, dos quais um acaba e o outro se prepara. Quando a minha pobre alma, errante há tantos séculos através dos mundos, depois de muitas lutas, vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e esperanças adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que saudará a aurora da vida fluídica; será com ebriedade que se elevará do pó terrestre, através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem estremeceu neste mundo e que a esperam.

     Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mistério, o sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente. Para nós, ela é a hora bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar à Psique, sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.

     Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de esferas. Junto deles, como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra” O Infinito envolve-a por todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na duração, eis o que se nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do Universo.

     Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e há de desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais perfeitos.

     Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo esfriado. A Terra, vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.

     Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde existiram Roma, Paris, Constantinopla, cadáveres de capitais, últimos vestígios das raças extintas, livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará a ler. Mas, a Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em esferas mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a vida. É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em Saturno e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória incomparável. Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de ação, os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e trabalhar para o seu aperfeiçoamento.
     No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá talvez perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória das dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se elevarem a maiores alturas.

     Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os espectros de carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres. A voz da sabedoria dir-lhes-á: “Que importa as sombras que se foram! Nada perece. Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que conduzem de esfera em esfera, de sol em sol, até Deus”. Espírito imorredouro, lembra-te disto: “A morte não existe”.  

(Léon Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor)