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sábado, 18 de dezembro de 2010

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

QUANDO O NATAL TE DESLUMBRAR




Meus amigos,

Ao voltar do trabalho para casa, em um dos semáforos da cidade, alguém aproximou-se do meu carro e me entregou um pequenino cartão de Natal. Deixei-o alguns dias dentro do carro e confesso que não li.
Dias depois, eu o achei sobre o banco trazeiro, amassado e desprezado.
Debrucei-me e o tomei nas mãos. Comecei a ler o que nele estava escrito:
"Ao clarão do Natal , que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!..."
A voz, a qual a mensagem se refere, é a voz do seu próprio Coração!

Então eu quis partilhar, com os amigos do coração, essa expressiva mensagem que tocou tão fundo em minh' alma,  transportando-a para esses slides que aqui acabo de postar de presente para vocês.

Desejando que essa mensagem, extraída de um pequenino cartão que um desconhecido me ofertou, pinçada do Livro "Antologia Mediúnica do Natal" (Chico Xavier), possa alcançar o coração de católicos (como eu), evangélicos, espíritas e de todo e qualquer cristão, independente de sua religiosidade; possa, sobretudo, despertar e/ou reforçar o nosso espítito de solidariedade cristã.

Que tenhamos um Feliz Natal e um Própero Ano Novo, que Jesus nos abençoe e nos faça ser mais fraternos, mais irmãos.

Muito obrigada, meus amigos,  por desfrutar da amizade sincera de todos vocês.
Saibam que a presença de vocês, nos meus espaços virtuais, traz para o meu coração o contentamento de uma criança, quando ganha um presente desejado.

FELIZ NATAL!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CORRE MEL EM PLENO RIACHO SALGADO





Carlinda inicia sua "História de muitas Histórias" com um belo poema dedicado aos seu bisavós, Joaquim Ferreira de Brito e Josefa Maria da Conceição Ferreira de Brito:

...Sou da Família Ritinha
Deste Riacho Salgado
E a muito tempo vinha
Querendo ver registrado
Aspectos daquela vida
Lembranças tão doloridas
Que nem o tempo desgasta
Quanto mais passa, sinto
Da saudade o labirinto
Que de mim nunca se afasta ...
 E ela segue contando sua história, sua vivência no Riacho Salgado (Sítio em que nasceu, no Município de Itapetim). Em um dos seus versos, ela mesma se pergunta: "Por que um riacho tão doce ganhou o nome de Riacho Salgado?"
Talvez, quem sabe, para que a doçura de Carlinda fizesse contraste com o lugar em que nasceu, tal qual na lei do contraste simultâneo das cores de Michel Eugéne Chevreul, cuja teoria inspirou, entre outros, o pintor Georges Seurat.
Talvez se Carlinda não tivesse ido embora da terra em que nasceu, de tanto banhar-se no Riacho Salgado acabaria por transformar suas águas em néctar do colibri.
Mas Carlinda partiu, o riacho continua salgado e ela continua doce, nós é que viramos colibris em buscar de seu néctar.
Carlinda por onda passa, na vida real ou virtual, pouco importa, passa distribuindo de forma gratuita: amizade, lealdade, justiça, perdão, otimismo, compaixão, alegria, satisfação e solidariedade.
O altruismo que existe em Carlinda faz com que ela concilie sua satisfação pessoal com o bem estar de seus semelhantes, de sua família e de sua comunidade.
Vamos acompanhar essa história, pari passu, cujos registros vão nos fazer entender porque Carlinda é uma privilegiada em relação a sua índole e a sua genética.

Comentário feito por mim à postagem : CARLINDA E SEU FILHO BETO!

Não conheci os pais de Carlinda, do ponto de vista de um relacionamento profundo. Sei, por informações dos meus, da integridade moral e da conduta que os seus antepassados deixaram como exemplo para a sua posteridade.Não os conheci, mas hoje posso dizer que conheço Carlinda. Nunca em tão pouco tempo de convivência contínua, alguém pôde revelar com tanta firmeza o caráter de que é possuidor. 
Carlinda, com certeza sofreu influências da família: pela genética, pela convivência e pelos ensinamentos. Mas Carlinda, ao partir tão cedo para a vida, mostrou que era senhora do seu próprio destino. Através das suas forças interiores ela escolheu a sua forma de interagir com a sociedade. Carlinda formou a sua própria índole.

De posse dessa índole, que ela mesma formou, emancipou-se no meio do seu grupo social, com plena consciência de si e da vida, e sabe, como ninguém, como manter relacionamentos de forma a ter um convívio harmonioso.
Carlinda com seu espírito livre, construiu seu próprio destino. E, ao cruzar com os nossos destinos, ela nos dá gratuitamente essa bagagem que adquiriu na vida, hora pela influência positiva dos seus antepassados, hora pelo seu espírito livre para se construir, hora pela índole que possui. Enfim, Carlinda por onde passa, não só brilha, ela derrama luz!

E feliz daquele que souber aproveitar, nem que seja uma só fagulha, dessa luz que existe em seu interior.
Enfim, privar da amizade de Carlinda,  se sentir amada por ela, é um grande privilégio.
Carlinda é gente que não se tira do coração.






domingo, 28 de novembro de 2010

A EDUCAÇÃO PERNAMBUCANA ESTÁ DE LUTO


Faleceu no início da noite dessa sexta-feira (26), Dona Maria das Dores Muniz de Melo, dona e diretora-presidente do Colégio Santa Maria, aos 94 anos de idade.
Apesar da idade e da saúde frágil, ela ainda era preocupada com a formação de seus estudantes, dos quais primava pela disciplina.
Em dezembro de 2009 por ocasião da "Abertura do Ciclo Natalino", esteve presente no auditório do Colégio e se deixou fotografar ao lado da minha neta Mariana Vilar.
Em nome dos meus filhos, Carlos Leonardo, Carlos Eduardo e Karla Sandra, ex-alunos  do Santa Maria, deixo aqui o meu reconhecimento à grande educadora responsável pela  formação intelectual, moral, cívica, ética e sobretudo, cristã, das minhas crianças que de lá sairam diretamente para a universidade, no mesmo ano em que concluiram o curso médio.
A este educandário, confiantemente, respaldados no resultado alcançado pelos nossos filhos, entregamos nossas netas, Mariana e Gabriela.
Muito obrigada, Dona Maria das Dores. Pelo desempenho da sua missão aqui na terra, hoje, será recebida nos céus com todos os louvores de Deus.
O Coral Infantil do Colégio Santa Maria, cuja apresentação a Senhora assistiu, vem novamente homenageá-la, sinta na voz de cada um desses pequeninos a saudade e o agradecimento pelos frutos que recebem do tudo que a Senhora plantou:



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terça-feira, 16 de novembro de 2010

FALECIMENTO DE DOROTÉIA NUNES



Meus amigos e familiares de Dorotéia Nunes, 

Perplexos, ficamos sabendo do acidente que vitimou a nossa conterrânea. Quis Deus que, após quarenta e três anos que não tive oportunidade de encontrar-me com ela, ao voltar das eleições para o segundo turno, nós a encontrássemos em fernte ao Banco do Brasil, em São José do Egito.
Pedi notícias da minha amiga, Mércia (sua filha), e prometi que na proxima viagem à Itapetim far-lhe-ia uma visita.
Tivemos pouca convivência com a nossa conterrânea Dorotéia, em contrapartida, privamos da amizade de seus irmãos, Dôra, Fátima e Antônio. Sem se falar dos laços que uniam nossos pais.
Seu João Nunes foi um grande amigo da família e nosso pai devotava a ele uma sincera amizade.
Mércia é uma grande amiga, que se uniu conosco em prol da candidatura de meu marido para prefeito de Itapetim. Trabalhávamos juntas dia e noite, Mércia passou a fazer parte da família.
Quando a campanha acabou, ela deixou em mim um profundo sentimento de gratidão, pelo seu esforço, pelo seu entusiamo e construimos uma amizade sincera que jamais será esquecida.
Nesta hora de dor para toda a família, Dorotéia já está nos braços de Deus. E vocês, meus queridos amigos e conterrâneos, entreguem-se nos braços de Nossa Senhora, segurem firme em suas mãos que Ela os ajudará a suportar tamanha perda.
Recebam de todos os meus familiares toda a nossa solidariedade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

OH! MORTE, OH! SERENA MAJESTADE!




PARA OS AMIGOS QUE , COMO EU,  SOFREM PELA SEPARAÇÃO DOS ENTES QUERIDOS:

"Sobre a Terra, tudo é ilusão, tudo passa, tudo se transforma de um instante para outro. O que conta é o que guardamos dentro de nós, tudo mais há de ficar com o corpo, que se desfará em pó.“ Chico Xavier 

“Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve, de novo há de raiar o Sol !... “

A MORTE NÃO EXISTE

"A morte é uma simples mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que já não proporciona à vida as condições necessárias ao seu funcionamento e à sua evolução. Para além da campa, abre-se uma nova fase de existência. O Espírito, debaixo da sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações; acha no seu estado mental os frutos da existência que findou.

     Por toda parte se encontra a vida. A Natureza inteira mostra-nos, no seu maravilhoso panorama, a renovação perpétua de todas as coisas. Em parte alguma há a morte, como, em geral, é considerada entre nós; em parte alguma há o aniquilamento; nenhum ente pode perecer no seu princípio de vida, na sua unidade consciente. O Universo transborda de vida física e psíquica. Por toda parte o imenso formigar dos seres, a elaboração de almas que, quando escapam às demoradas e obscuras preparações da matéria, é para prosseguirem, nas etapas da luz, a sua ascensão magnífica.

     A vida do homem é como o Sol das regiões polares durante o estio. Desce devagar, baixa, vai enfraquecendo, parece desaparecer um instante por baixo do horizonte. É o fim, na aparência; mas, logo depois, torna a elevar-se, para novamente descrever a sua órbita imensa no céu.

     A morte é apenas um eclipse momentâneo na grande revolução das nossas existências; mas, basta esse instante para revelar-nos o sentido grave e profundo da vida. A própria morte pode ter também a sua nobreza, a sua grandeza. Não devemos temê-la, mas, antes, nos esforçar por embelezá-la, preparando-se cada um constantemente para ela, pela pesquisa e conquista da beleza moral, a beleza do Espírito que molda o corpo e o orna com um reflexo augusto na hora das separações supremas. A maneira por que cada qual sabe morrer é já, por si mesma, uma indicação do que para cada um de nós será a vida do Espaço.

     Há como uma luz fria e pura em redor da almofada de certos leitos de morte. Rostos, até aí insignificantes, parecem aureolados por claridades do Além. Um silêncio imponente faz-se em volta daqueles que deixaram a Terra. Os vivos, testemunhas da morte, sentem grandes e austeros pensamentos desprenderem-se do fundo banal das suas impressões habituais, dando alguma beleza à sua vida interior. O ódio e as más paixões não resistem a esse espetáculo. Ante o corpo de um inimigo, abranda toda a animosidade, esvai-se todo o desejo de vingança. Junto de um esquife, o perdão parece mais fácil, mais imperioso o dever.

     Toda morte é um parto, um renascimento; é a manifestação de uma vida até aí latente em nós, vida invisível da Terra, que vai reunir-se à vida invisível do Espaço. Depois de certo tempo de perturbação, tornamos a encontrar-nos, além do túmulo, na plenitude das nossas faculdades e da nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres da nossa existência terrestre. A tumba apenas encerra pó. Elevemos mais alto os nossos pensamentos e as nossas recordações, se quisermos achar de novo o rastro das almas que nos foram caras.

     Não peçais às pedras do sepulcro o segredo da vida. Os ossos e as cinzas que lá jazem nada são, ficai sabendo. As almas que os animaram deixaram esses lugares, revivem em formas mais sutis, mais apuradas. Do seio do invisível, onde lhes chegam as vossas orações e as comovem, elas vos seguem com a vista, vos respondem e vos sorriem. A Revelação Espírita ensinar-vos-á a comunicar com elas, a unir os vossos sentimentos num mesmo amor, numa esperança inefável.

     Muitas vezes, os seres que chorais e que ides procurar no cemitério estão ao vosso lado. Vêm velar por vós aqueles que foram o amparo da vossa juventude, que vos embalaram nos braços, os amigos, companheiros das vossas alegrias e das vossas dores, bem como todas as formas, todos os meigos fantasmas dos seres que encontrastes no vosso caminho, os quais participaram da vossa existência e levaram consigo alguma coisa de vós mesmos, da vossa alma e do vosso coração. Ao redor de vós flutua a multidão dos homens que se sumiram na morte, multidão confusa, que revive, vos chama e mostra o caminho que tendes de percorrer.

     Ó morte, ó serena majestade! Tu, de quem fazem um espantalho, és para o pensador simplesmente um momento de descanso, a transição entre dois atos do destino, dos quais um acaba e o outro se prepara. Quando a minha pobre alma, errante há tantos séculos através dos mundos, depois de muitas lutas, vicissitudes e decepções, depois de muitas ilusões desfeitas e esperanças adiadas, for repousar de novo no teu seio, será com alegria que saudará a aurora da vida fluídica; será com ebriedade que se elevará do pó terrestre, através dos espaços insondáveis, em direção àqueles a quem estremeceu neste mundo e que a esperam.

     Para a maior parte dos homens, a morte continua a ser o grande mistério, o sombrio problema que ninguém ousa olhar de frente. Para nós, ela é a hora bendita em que o corpo cansado volve à grande Natureza para deixar à Psique, sua prisioneira, livre passagem para a Pátria Eterna.

     Essa pátria é a Imensidade radiosa, cheia de sóis e de esferas. Junto deles, como há de parecer raquítica a nossa pobre Terra” O Infinito envolve-a por todos os lados. O infinito na extensão e o infinito na duração, eis o que se nos depara, quer se trate da alma, quer se trate do Universo.

     Assim como cada uma das nossas existências tem o seu termo e há de desaparecer, para dar lugar a outra vida, assim também cada um dos mundos semeados no Espaço tem de morrer, para dar lugar a outros mundos mais perfeitos.

     Dia virá em que a vida humana se extinguirá no Globo esfriado. A Terra, vasta necrópole, rolará, soturna, na amplidão silenciosa.

     Hão de elevar-se ruínas imponentes nos lugares onde existiram Roma, Paris, Constantinopla, cadáveres de capitais, últimos vestígios das raças extintas, livros gigantescos de pedra que nenhum olhar carnal voltará a ler. Mas, a Humanidade terá desaparecido da Terra somente para prosseguir, em esferas mais bem dotadas, a carreira de sua ascensão. A vaga do progresso terá impelido todas as almas terrestres para planetas mais bem preparados para a vida. É provável que civilizações prodigiosas floresçam a esse tempo em Saturno e Júpiter; ali se hão de expandir humanidades renascidas numa glória incomparável. Lá é o lugar futuro dos seres humanos, o seu novo campo de ação, os sítios abençoados onde lhes será dado continuarem a amar e trabalhar para o seu aperfeiçoamento.
     No meio dos seus trabalhos, a triste lembrança da Terra virá talvez perseguir ainda esses Espíritos; mas, das alturas atingidas, a memória das dores sofridas, das provas suportadas, será apenas um estimulante para se elevarem a maiores alturas.

     Em vão a evocação do passado, lhes fará surgir à vista os espectros de carne, os tristes despojos que jazem nas sepulturas terrestres. A voz da sabedoria dir-lhes-á: “Que importa as sombras que se foram! Nada perece. Todo ser se transforma e se esclarece sobre os degraus que conduzem de esfera em esfera, de sol em sol, até Deus”. Espírito imorredouro, lembra-te disto: “A morte não existe”.  

(Léon Denis - O Problema do Ser, do Destino e da Dor)

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

UM SIMPLES ENCONTRO, UMA GRANDE MENSAGEM!



(Lusa e Marinho)


" Eu gosto de ser chamada de " a filha de Louro, a mãe de Marinho, a neta de Antônio Marinho", porque entendo que nada somos sem as nossas referências, sem as nossas Raízes, isso não quer dizer que não tenhamos identidade própria" - Bia Marinho


"Eu já tenho muitas portas abertas, muito espaço conquistado. Não tenho ambição de ficar famoso, sei que todas as portas que se abriram foram pelas referências de quem veio antes de mim. Eu posso subir em qualquer palco, antes de dizer meu nome, eu digo: Eu sou bisneto de Antônio Marinho" - Antônio Marinho (Marinho)


O ano passado eu estava em Itapetim, na minha terra natal, e recebi um convite para uma seresta com Bia e Antônio Marinho. Foi de Marta de Seu Moisés que recebi este convite tão especial.
Foi na casa de Seu Moisés, o pai de Marta, velho amigo do meu saudoso pai, Antônio Piancó, que nos reunimos com a filha e o neto de Louro do Pajeú. Um privelégio que poucos sabem do seu tamanho.

Louro do Pajeú 

Bia é filha de Louro e de Helena Marinho, cujas raízes estão entrelaçadas às minhas, dado ser Helena, sua mãe, ainda parenta da minha avó paterna.
Afora as raízes da consangüinidade, ainda temos as raízes do coração itapetinense que, ainda hoje, briga feio para provar que Lourival Patriota, o Louro do Pajeú, é filho natural de Itapetim. E é.

Foram momentos inesquecíveis que vivenciamos na casa de Marta. Alí, diante de Bia e de Marinho, do filho dela e de Zeto, de dois poetas, de dois artistas da maior qualidade e, ainda por cima,  da filha e do neto de Louro do Pajeú; da neta e do bisneto de Antônio Marinho, eu procurava explicação para entender as razões pelas quais o povo da minha terra não fazia fila para assistir, ainda por cima de graça, aqueles dois monstros sagrados da poesia.

Nunca vou entender o fato de Bia e de Marinho serem recebidos, em Itapetim, como dois anônimos. Acorda povo! Foi assim que levaram Louro, Rogaciano, Dimas e tantos mais.

O que era para ser um simples encontro tranformou-se numa grande noitada de poesia, prosa, e de lindas canções interpretads por Bia e Marinho, os quais além de grandes poetas têm uma belíssima voz.
Baeta, irmã de Marta, que também é dona de uma voz invejável, também cantou feito um pássaro,complementando o brilho daquela noitada.


Dentre todo os assuntos que surgiram, o que mais me deixou emocionada foi ouvir de Bia Marinho:

" Eu gosto de ser chamada de " a filha de Louro, a mãe de Marinho, a neta de Antônio Marinho", porque entendo que nada somos sem as nossas referências, sem as nossas Raízes, isso não quer dizer que não tenhamos identidade própria"

Bia e Zeto

16 de outubro 2002
Morreu ontem, em Palmares, de complicações no fígado, o cantor e compositor José Antônio do Nascimento Filho, cujo nome artístico era Zeto. Ele ficou conhecido quando participou da campanha do programa eleitoral de Miguel Arraes, em 1986, improvisando em cima do mote “Arraes vai entrar pela porta que saiu”.Nascido em Canhotinho, Zeto morou muitos anos na cidade de São José do Egito, onde casou com Bia Marinho, filha do célebre repentista Lourival Batista. Com a mulher, Zeto formou uma dupla e chegaram a gravar um LP, Estrada, em 1989, dedicado ao compositor José Marcolino.
Zeto, feito os cantadores do Sertão antigo, levou vida errante. Uma das poucas vezes em que ele alterou seu modo de viver foi quando apresentou o programa Pé de Serra, na TV Jornal, em 1996, quando foi substituído por Maciel Melo. Presença constante em festivais de repentistas, Zeto foi também compositor de forró bastante requisitado pelos artistas do gênero. Entre os que gravaram composições dele estão Paulo Matricó, Alcymar Monteiro e Flávio José.
Ele gravou seu último disco em 1999. Intitulado Curvas, o CD teve lançamento independente, e circulou basicamente entre os admiradores do artista. Zeto foi enterrado, ontem, em Canhotinho, onde mora sua família.





Antonio Marinho do Nascimento é natural de São José do Egito, Pernambuco, terra da poesia. Descende de uma forte linhagem poética: filho de Zeto e Bia Marinho, neto de Lourival Batista, bisneto de Antonio Marinho, sobrinho de Otacílio e Dimas Batista, e de Graça Nascimento e Job Patriota, alguns dos maiores repentistas brasileiros. Quem poderia ter sangue mais nobre?
Fonte: Sonetos de Antônio Marinho!

Formado em Direito pela Universidade Católica de Pernambuco, turma 2010, foi escolhido orador.
Trechos do seu discurso:

"... tenhamos nós até a capacidade de amar mais, até o réu, ou bandido do que ao sistema falido que assim o fabricou.
Técnicos o Direito tem em abundância, conhecedores da letra fria da lei sobram nos corredores da Universidade, ostentadores de ternos e gravatas encontram-se aos montes, mas homens e mulheres apaixonados pela raça humana, independente da área em que atuem, estão em extinção. Pedimos então equacionar esses números, nos apaixonemos diariamente pelo que a nossa ciência pode fazer de alteridade.
Sejamos mais do que os livros que repousam empoeirados nas nossas bibliotecas, porque eles aconchegam em suas páginas apenas o conhecimento, e nós não, podemos aconchegar em nosso colo, em nossa alma e em nosso coração, além do conhecimento, a dor universal fruto da pobre condição de se ser homem, de se ser mulher; só assim terá valido a pena, não o curso, não o diploma ou o dinheiro investido, é muito mais do que isso. Só assim terá valido a pena a nossa passagem por este mundo, no qual, realmente, estamos apenas de passagem ..."

PARTE I

PARTE II



Obrigada, minha amiga Marta, foi um presente maravilhoso que você me deu, foi uma noitada inesquecível na companhia de Bia e Marinho.

Marta Ferreira é sobrinha do grande poeta Jó Patriota (in memoriam)







Jornal do Comércio - 06/Ago/2003 
A lendária trindade da cantoria nordestina, formada pelos irmãos Batista, de São José do Egito, encerrou-se ontem, com a morte, em João Pessoa, de Otacílio Batista, 79 (completaria 80 em setembro), em conseqüência de problemas respiratórios e cardíacos. Ele sofria de diabetes e esclerose. Os outros “faraós”, como os irmãos eram também cognominados, Lourival, o “Louro”, e Dimas, faleceram, respectivamente, em 1992 e 1987.
Otacílio Batista era o mais novo e mais bem-humorado do trio. Orgulhava-se de ter cantado para todos os Presidentes da República, de Gaspar Dutra (1945) a FHC, e para o Papa João Paulo II. Nascido em Itapetim, então distrito de São José do Egito, no Sertão do Pajéu, Otacílio Batista vivia em João Pessoa, onde cantou pela última vez, no início do ano passado, com o parceiro Oliveira de Panelas. Por telefone, da capital paraibana, também adotada por ele, Oliveira falou com emoção do colega com o qual por 23 anos formou uma das duplas mais duradouras da história do repente.
Ele cantou pela primeira vez com Otacílio Batista em São Paulo: “Isso foi em 1975, em seguida voltei para o Nordeste, quando passamos a cantar juntos. A amizade nossa era como a de pai para filho. Gravamos quatro CDs e três LPs, e viajamos pelo Brasil inteiro e até ao exterior. Fomos a Cuba, Bolívia e Portugal. O repente perdeu um gênio. Ele deixa uma lacuna enorme na poesia brasileira”. Na hora, com a voz potente, que o levou a ser alcunhado de “O Pavarotti do Sertão”, Oliveira de Panelas improvisou esta décima para o amigo: “Por ser leal cantador/ Vivemos os mesmos planos/ Em nossos 23 anos/ Entre a alegria e a dor/ Porém quis o Criador/ Lhe envolver em um véu/ Para receber o troféu/ Que Deus lhe deu de presente/ Hoje foi fazer repente/ Nas cantorias do céu”.
Embora já fossem lendas no Nordeste, os irmãos Batista só se tornaram conhecidos nacionalmente a partir dos discos da gravadora Marcus Pereira, que empreendeu um mapeamento da música regional do país em 1973. A gravação dos repentistas de São José do Egito levou jovens autores da MPB a se interessar pela cantoria. O Quinteto Violado, por exemplo, lançou no álbum Pilogamia do Baião, de 1979 ,Martelo agalopado, uma composição de Otacílio Batista, em parceria com o também cantador Diniz Vitorino. Seu maior sucesso na música popular aconteceu em 1982, com Mulher nova, bonita e carinhosa, faz o homem gemer sem sentir dor, um mote que virou canção (assinada com Zé Ramalho) e alavancou a carreira da cearense Amelinha, e inclusive foi o título do LP da cantora daquele ano .
Ivanildo Vila Nova, um dos maiores nomes do repente atual, revelou que pretende fazer, no próximo ano, uma cantoria em homenagem a Otacílio Batista, em Itapetim, sua cidade natal: “Cantei váris vezes com ele. Era sem dúvida uma das legendas do repente. Dos três irmãos, para mim era o que cantava mais bonito e o mais humorista”. O humor de Otacílio Batista aflorava em versos como estes: “Admiro o vagalume/ Voando ao morrer do dia/ Desafiando a ciência/ Que o homem na Terra cria/ Com um pisca-pisca na bunda/ Sem precisar bateria.”



Val Patriota, irmão de Bia, outro grande artista, poeta de voz marivilhosa!



Já estive na casa de Bia em Apipucos, aqui em Recife, fui convidada para um recital. Fomos acompanhados de Jorge e Vandinha, Dé e Gleice. Também estava conosco Maria de Zezé (in memoriam), a mãe dessas minhas amigas.
Não há nada que se possa comparar ao que assistimos por lá. Melhor ainda, após o evento, conversar com Marinho e Bia, por pouco não raiamos o dia.
Não importa se uns dizem que os antepassados de Bia e Marinho nasceram em São José do Egito, ou Itapetim, o que importa é saber que a nossa Vila de Umburanas, à época pertencente a São José, deu ao mundo essa família que nos traz tanto orgulho e que faz parte das nossas raízes do coração.
Obrigada, Marta, pelo convite, obrigada, Bia e Marinho, pela bela noitada na companhia de vocês!

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