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quarta-feira, 7 de abril de 2010

COMPANHIA PRAZEROSA!

Certa vez li uma frase que, de tão verdadeira, resolví adotá-la como meu conceito sobre amigos:
"Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade. (Confúcio)." 
Além da família a gente aprende a gostar dos amigos, amigos que, diferentemente da família que não pode ser escolhida, fazem parte da nossa viagem no "Trem da Vida" e estão presentes em momentos especiais para nos consolar ou para rir conosco nas horas de alegria.
Vandinha, minha amiga, você já circulava no "vagão" da minha família desde os tempos dos seus saudosos avós, que se fizeam presentes na vida dos meus pais e mutuamente se gostavam tanto.
A sua avó, Dona Ana Alves, deixou muitos corações tristes, privando-os das suas observações espirituosas, as quais arrancavam gargalhadas das pessoas mais sisudas que pude conhecer.

Dona Ana Alves (in memoriam)

Talvez você não saiba o quanto Dona Ana foi amada na nossa casa. Quando eu tinha vinte anos, você tinha apenas dez. Eu já estava passeando no "Trem da vida", ela foi um dos passageiros queridos que desembarcou e deixou muitas saudades. Ela deixou para vocês um lembrete importante: Neste "Trem da Vida" há um vagão ocupado por uma família que teve por mim muito carinho, gostaria que vocês não esquecessem disto.

E não esqueceram, pois passeando pelo orkut eu encontrei uma foto de Lourdes, sua tia, juntamente com uma amiga nossa, Maria de Ica (in memoriam), veja o que tinha escrito no rodapé.:


Obrigada, Toinho Piancó (1995)

Meu pai, Toinho Piancó, havia envidado esforços junto ao Governo do Estado, no sentido de garantir a Lourdes uma vaga de enfermeira no Hospital da cidade. Depois de tantos anos, a sua tia, ao rever a foto, com três simples palavras fêz ao meu pai a sua grande homenagem.

Eu fiquei tão emocionada, igualmente quando abri o orkut de Maria Nunes e vi uma foto da Fábrica do meu pai, nela havia a seguinte inscrição:  "Saudades de Montão". Segundo ela, foi lá o seu primeiro emprego.

Esse é o verdadeiro sentido da vida, ajudar as pessoas quando de nós estão a precisar e saber agradecer quando estivermos do outro lado, pois a vida é uma via de mão dupla, por vezes ajudamos e vezes por outra precisamos ser ajudados.

Sua amada mãe, Maria, que há pouco tempo nos deixou, tambem repassou para vocês o recado de Dona Ana. Não foi por acaso que você ao circular no "vagão" dos Piancós encontrou essa criatura maravilhosa, que hoje é seu esposo.

E assim, na nossa terra natal, somos uma grande família que aos poucos se mistura tanto uns com os outros que sentimos dificuldades em saber porque somos primos de alguns jovens dessa nova geração.

Você foi escolhida por Jorge Piancó (meu primo), por conta das suas qualidades, da sua alegria, da sua postura diante da vida.


Vocês são provas incontestáveis de um casal feliz, de pais amorosos, de amigos inestímáveis. Que Deus ilumine suas vidas e que graças recebam juntamente com suas filhas. Eu amo vocês!

É preciso dizer que existem "coisas que a gente não tira do coração", e a convivência que tivemos naquele ano de 2000, ano da candidatura de Carlos, meu marido, para prefeito de Itapetim, onde vocês foram partífices da nossa luta, acreditaram, trabalharam e nos prestigiaram com a presença em todas as horas, consolidou a nossa amizade.

Se não logramos êxito, certamente é porque era um projeto nosso, mas não era um projeto de Deus. Melhor assim! Porém deixamos o nosso recado de cidadãos, tivemos a oportunidade de revelar publicamente o nosso amor a nossa terra natal.

Guardamos muitas lembranças boas, das mais sérias as mais cômicas, inclusive da Drª Lúizia que vocês tão carinhosamente ainda hoje me chamam. (Obrigada, Seu Moisés), kkkk

Em agradecimento aos esforços que fizeram, eu quero postar aqui um poema que li e que diz sabiamente o que gostaria de saber escrever para vocês:
"Houve tempo em que precisamos sorrir;
e vocês sorriram conosco;

Houve tempo em que precisamos brigar, questionar;
e vocês nos apoiaram;

Houve tempo em que sonhamos, acreditamos e vivemos intensamente muitas emoções;
e vocês estiveram ao nosso lado, enfrentando todas as dificuldade;
acreditando em nós e nossos ideários;

Houve tempo em que precisamos chorar;
e vocês souberam nos consolar;

Houve tempo em que nos sentimos sozinhos;
Mas como um presente maravilhoso de Deus;
nos lembramos que não perdemos vocês;

E hoje, não mais nos sentimos sozinhos;
porque sabemos que na vida tudo passa;
só não passa a amizade, quando ela é verdadeira.
(Hélio Marques)

Obrigada, meus amigos, continuo achando que, "tem coisas qua a gente não tira do coração" e a amizade de vocês é uma delas.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

AOS FOLIÕES DO SALÃO GRANDE DO PADRE!


1999 -  O Bairro do Recife Antigo recebia os foliões para a festa momesca. Vilar estava a frente da administração do Porto do Recife. Nós tínhamos convite especial para um camarote posto à disposição dos portuários.

Uma conterrânea querida havia vindo de Mato Grosso do Sul para rever a família e os velhos amigos. Era a nossa inesquecível Nevinha de Seu Zé Dentista (comadre Neva, é assim que carinhosamente a chamamos).

Convidamos os casais: José Humberto e Bernadete, Leninha e Raimundo, os nossos mais queridos amigos,  para o carnaval do Recife Antigo.



Os recifenses, alegremente , faziam o passo ao som do frevo das bandas que se apresentavam. Foi uma noite prazerosa. E não há como negar que o carnaval do meu Recife é o melhor do meu Brasil.

Mas, os velhos foliões do Salão Grande do Padre ( era um salão de propriedade do Pe João Leite, onde brincávamos todos os carnavais na nossa adolescência) suspiravam saudades dos velhos carnavais de Itapetim, nossa terra natal.

Após a foto, saímos à procura de uma mesa. Entre uma apresentação e outra, meu coração e os meus pensamentos voavam para a década de 70 e aterrissavam em Itapetim.

E eu fechava os olhos, voltava ao passado, e via a juventude daqueles casais, as paixões daqueles enamorados, Bernadete e Zé Hu8mberto, Leninha e Raimundo, eu e Carlos ...



1968 - Meus pensamentos me faziam recuar 31 anos, levavam-me para o Salão Grande do Pe João para reviver, nostalgicamente, aquele primeiro carnaval que meu pai me deixou brincar. Ele só nos deixou participar porque não pode negar a um dos casais mais amigos que ele tinha, os saudosos Dona Ivanira e Dr. Clístenes. Ele era naquela época o único médico da nossa pequenina cidade. Eram recifenses. Meu pai, na sua gestão de prefeito consegui levá-lo para clinicar em Itapetim.
Sua esposa, D. Ivanira (in memoriam), passou a ocupar a diretoria do Grupo Escolar D. José Lopes, onde fiz meu curso primário.
Infelizmente, para desgosto de toda a nossa comunidade, o nosso médico, na quarta-feira de cinzas desse carnaval, foi acometido de uma trombose na carótida esquerda, trouxeram-no para a capital, Recife, mas não resistiu e faleceu. Deixou saudades eternas no coração de cada Itapetinense, principalmente para nossa família, cujos laços de amizade eram muito estreitos.

Os amigos, que moravam na mesma rua do Salão do Pe, deixavam suas portas abertas a noite inteira, qualquer um de nós sentia a liberdade de entrar sem pedir licença; de saborear as iguarias que faziam para nos receber; de deitar em suas camas ou em seus sofás,  de beber um cocktail feito de cachaça e leite moça (chamado de leite de onça) e de até tomar banho, quando algum dos rapazes se excediam na bebida.

 O banheiro à disposição, pois o nosso "clube" era tão improvisado que não tínhamos sequer onde fazer as nossas necessidades fisiológicas.
As casas dos amigos na nossa da juventude em Itapetim, na circunvizinhança do Salão Grande, eram as de Dona Socorrinha e Seu Miguel Costa (in memoriam), (pais de Leninha, minha amiga dessa foto do Bairro do Recife Antigo), de D. Maria José (in memoriam) e Seu João Ricardo e outras mais.
A casa de Dona Jóvem e Seu Inácio Borges (os pais de Bernadete, que também está na foto do carnaval do Bairro), poder-se-ia chamar de "Casa Sede dos Foliões do Salão Grande do Pe".
Dona Jóvem acolhia esses jóvens carnavalescos com os olhos e o coração de mãe. Ordem e respeito, mas simpatia e amabilidades, todos se sentiam muito à vontade.


Alice, irmã de Bernadete, tem muitas histórias para contar sobre esses foliões que, de madrugada ao invadirem a casa de seus pais, por terem tanta pureza nos seu corações, nunca desconfiaram que poderiam estar incomodando. A confiança e a amizade era uma via de mão dupla. Quem nunca entrou na casa de Dona Jóvem e Seu Inácio, no período de carnaval, é porque nunca brincou no ao Salão do Pe.


O nosso conjunto musical, a quem carinhosamente apelidamos de "PPFOM", vinha aos meus ouvidos, mesclando o som de suas saudosas músicas com os das melhores orquestras contratadas para o carnaval do Recife Antigo.
Ao olhar para Leninha, eu me recordava da música que mais a ouvi cantar pelo Salão Grande do Pe:
 Me dá um copo, quero beber cachaça com limão, quero afogar as minhas mágoas, eu hoje bebo, bebo até cair no chão. Vem meu amigo, vem beber comigo quem não bebe morre, quem bebe morre também, não tem mais jeito, não tem solução, eu vou beber até secar o garrafão.
E pela saudade que me invade, eu deixo para vocês, Dalva de Oliveira que se despediu dos palcos em 1999, justo na última vez em que nos encontramos em carnaval!

Bandeira Branca - Dalva de Oliveira - 1970




Essas coisas não se tiram do Coração!

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SEMPRE NO MEU CORAÇÃO!



Ao abrir meu e-mail encontrei uma mensagem  que me deixou emocionada. Voltei ao passado e revivi dias da minha infância e adolescência. Revivi imagens que ficaram gravadas bem no fundo meu coração.Revivi o meu antigo lar nos tempos da minha saudosa mãe.

Cenas pitorescas oriundas da espirituosidade da minha mãe me saltaram aos olhos. Relembrei, com todos os detalhes, a presença amiga, saudável e alegre das filhas de comadre Hosana, a nossa vizinha, à época em que faziam da minha casa uma verdadeira extensão da casa delas.
Eis a mensagem:
Lusa, todos os dias lembro da DONA RITA e francamente, é muito bom relembrá-la e lembrar de todos vocês, onde aprendi que a vida pode ser melhor, observando pessoas maravilhosas como ela e todos que me motivaram a estudar e lutar por dias melhores (acreditar em mim). Sou muito grata a LETA E HERÁCLIO, pois, com o incentivo deles,voltei para o colégio. 




Sabe, lembro de uma saia azul, com botões dourados, que você fez para mim. Nossa!!! que alegria senti ao receber de suas mãos...
Sinto muitas saudades da DONA RITA, nós realmente tínhamos muita afinidades e acredito que,
O QUE É LIGADO NA TERRA,TAMBÉM É LIGADO NOS CÉUS. Portanto, nós iremos nos encontrar...
OBS: VOCÊ CONTINUA SENDO UMA PRINCESA...
VISITAR O SEU BLOG É COMO IR À CASA DE SEUS PÁIS, DA VOSINHA, DO BENZINHO, DA DOLORES, ENFIM, PODER REVER E SENTIR A SENSAÇAO DE QUE CONTINUA TUDO IGUAL ... OBRIGADA ...
BEIJOS NA SUA FAMÍLIA LINDA.

A irmandade em que vivíamos marcou nossas vidas para sempre. Eu já disse a India, essa moça linda de sorriso franco que aparece nesta foto acima, que a presença dela, hoje, no meu orkut é uma lembrança viva da minha saudosa mãe.

Minha mãe devotou a essas "Meninas de Comadre Hosana" um amor de mãe, foi amiga, protetora e as acompanhava em todos os momento da vida. Afligia-se quando se sentia incapaz de resolver qualquer carência que lhes pudesse causar tristeza ou infelicidade.

Certa vez, eu já estava casada e morando em Recife, minha mãe me telefonou perguntando se podia trazer India para conhecer o Recife. E trouxe. A alegria de ver Índia tomando banho na praia de Boa Viagem não cabia no seu coração! Ela ficou radiante.

Se hoje ela ainda estivesse conosco, vendo essa menina que ela tanto amou, casada, feliz ao lado do seu amado, dos seus filhos e dos seus netos, com certeza, viveria momentos de muita paz e alegria.

As meninas de Comadre Hosana, Lourdinha, que hoje é casada com um parente nosso (Jacinto de Vital), Aurita, Dalila, sem deixar de fora os meninos, Sansão e Toba, são preciosidades que moram para sempre em nossos corações, porque são raízes fincadas e mantidas pelo amor que nos uniu desde a infância.



Nada poderá apagar a nossa história, cuja trama se passou  neste palco da vida, nessas duas casas construídas lado a lado, com vistas para  essa maravilhosa Igreja onde fizemos a nossa primeira Eucaristia.
Apesar de estarmos tão longe, geograficamente, essa paisagem continuará dentro dos nossos corações!
Quando vou à Itapetim, olho para a calçada da sua casa na esperança de rever a meninada de Comadre Hosana. Mas, inflizmente, vejo apenas seu velho pai, sentado, fitando o horizonte, como se estivesse procurando os" velhos tempos, velhos dias!"
Da lembrança de vocês, por sorte, ainda tenho a presença do seu irmão, Sansão, cuja alegria em nos receber ameniza a falta que sentimos dos outros que já não mais residem na sua casa.



Lourdinha e Aurita, suas irmãs, talvez por serem mais velhas, tiveram mais vivência comigo. Não esqueço daquelas carreiras que dávamos, munidas de panos brancos, para derrubar as tanajuras que vinham em bandos anunciando que iria chover. Nós corríamos agitando os panos e dizendo aquele refrão: Cai, cai tanajura que teu pai tem gordura!
Íamos derrubando-as e enchendo uma panela. Depois nós tínhamos que separar o bubum delas do corpo e, quando essa operação terminava, levávamos para comadre Hosana colocar manteiga e torrar.

Quando nós chegávamos em casa, minha mãe, braba como ela só, dizia: " Se eu souber que vocês comeram essa porcaria eu não deixo mais ir correr atrás das tanajuras." Quantas vezes comi escondido dela! Ah! se ela me pega!

Nem das brigas ferrenhas, em  época de política, dá para esquecer! Eu e Lourdinha só faltávamos nos pegar. Em 1958, com apenas 9 anos de idade, já havia herdado do meu pai a veia política que sempre teve. A chapa majoritária para o governo de Pernambuco apresentava dois candidatos: Jarbas Maranhão e Cid Sampaio. Nós apoiávamos Jarbas e na casa das meninas de comadre Hosana o candidato era Cid Sampaio, o qual se elegeu governador. Muitas vezes minha mãe teve que me tirar da calçada da nossa casa, porque eu e Lourdinha estávamos endoidecidas em defesa dos nossos candidatos. Coisas de criança! Saudades...

India, neste meu TREM DA VIDA, cada vez que um velho amigo visita o nosso vagão eu me certifico de que essa música de Roberto Carlos fala por mim.

Realmente: TEM COISAS QUE A GENTE NÃO TIRA DO CORAÇÃO!

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

ILUSTRE PASSAGEIRA A BORDO!


Minha amiga, Carlinda, um dia após o aniversário da minha filha, Karla, no dia 3 desse mês, venho parabenizá-la por mais um ano de vida.Que surpresa agradável quando vi no seu orkut que faria aniversário no dia 4 de janeiro!

No dia 3 de janeiro, na hora em que falei com Deus para proteger a minha filha e lhe dar muitos anos de vida  pedi a Ele que no dia seguinte lembrasse da minha amiga que também estaria fazendo aniversário.

Você é uma das pessoas especiais que embarcaram no nosso "Trem da Vida". Eu não sei em que momento você descobriu o nosso vagão. Eu só sei que, desde o dia da sua primeira visita, uma cadeira vazia que estava a lhe esperar ficou cativa e desde então a sua presença  nos dá a certeza de que uma passageira ilustre está a bordo.

Você representa para o "Raízes", aquela pessoa que trouxe consigo uma bagagem irrepreensível, repleta de tudo que se precisa a bordo. Na sua bagagem você trouxe carinho, reconhecimento, gratidão, boa vontade e sobretudo amor por todos os passageiros dessa maravilhosa viagem.

Fraquejar quando você está por perto, desanimar quando você está presente é algo impossível de acontecer, porque você é aquele tipo de pessoa que nasceu para compreender, perdoar, incentivar e dar forças nas horas em que as vicissitudes da vida nos alcança.

Lá no Blog de Paulo Patriota, Itapetim -Terra de Poeta, você me agradeceu por figurar no "Raízes" como uma das primeiras depoentes:
As relíquias sagradas e místicas da família Piancó é um resgate à cultura, à arte, à história e a vivência daqueles que fizeram Itapetim "SER" e não apenas "EXISTIR".Teus frutos, teus netos se orgulharão com certeza deste clã, desta nobre e inesquecível família. Vale a pena rever, recordar... Isso é cultivar, molhar, aguar esse solo que continua geneticamente dando vida, oferecendo sombra a muitos que, sequiosos, buscam ajuda , lenitivo nessa árvore de raízes bem fincadas neste solo Piancó
 Amiga, eu é que lhe devoto eterna gratidão, você adentrou no nosso vagão com uma bagagem repleta de carinho, atenção e boa vontade, sua passagem neste "TREM DA VIDA" foi adquirida ainda quando nosso pai ainda estava conosco, ao desembarcar ele tinha consciência de que não nos deixava sozinhos, os amigos dele para sempre seriam também os nossos.

Quando iniciei o "Raízes" jamais pensei que tantos amigos viajando em outros  "vagões" viessem ao nosso encontro. Hoje agradeço aos meus pais pelo que plantaram, estamos colhendo frutos da amizade que eles construiram na minha terra enquanto estiveram entre nós.

Jamais recebi um comentário negativo às minhas postagens, agradeço muito a Deus por ter dado aos meus antepassados a capacidade de praticar o bem, de semear a paz e o amor no terreno por onde pisaram.

Tenho recordações da amizade deles com vários membros da sua família, de onde está abençoará a nossa amizade, recomendará que a cadeira de Carlinda Nunes, enquanto durar nossa viagem, seja cativa no nosso vagão.

Eu não tenho a mesma habilidade de Paulo Patriota para homenageá-la, mas na simplicidade dessas palavras quero que saiba que a admiração que tenho pela sua pessoa é sem limites.

Muito obrigada, minha amiga, você é parte integrante do meu "Raízes", é como muito orgulho que mantenho explícitos os seus comentários, cujas palavras nos deixam profundamente emocionados e agradecidos.

Quem mais soube definir "Carlinda Nunes", foi Paulo Patriota, administrador do Blog site Itapetim - Cidade de Poeta, se não sei dominar as palavras com tanta maestria, quero que saiba que se fosse um compositor, hoje, estaria compondo um hino de louvor à sua pessoa, se fosse uma poetisa faria como seu sobrinho, Marcos Aráujo, dedicarlhe-ia um grande poema:

Parabéns ô minha tia,
Tia minha e de tantos,
Por muito e muitos anos,
Que Deus te dê alegrias,
Não sofres de nostalgias,
Pois retornas ao passado,
Como um moinho emperrado,
Represando agua pura,
Sempre consegues a cura,
Pra recomeçar o terminado!!!

Desde que era criança,
Não esqueço seu conselho,
E seu reflexo é meu espelho,
Que estar a evoluir,
Sei que contigo aprendi,
que as vezes é melhor esperar,
Do que correr sem alcançar,
Seja na terra ou nos Altos,
A natureza não dá saltos,
E o que tiver de ser será!!!

Também faria como Amiraldo Patriota em sua página da Rádio Sol, dedicar-lhe-ia um lindo poema:

RÁDIO SOL (Página de Amiraldo Patriota)

Para enriquecer a minha homenagem, vale a pena rever algumas das várias homenagens feitas à Carlinda Nunes no Blog Itapetim - Cidade de Poeta, pelo bloguista Paulo Patriota. Clique no link abaixo:

OS AZUIS DE ITAPETIM!
AMOROSIDADE
FLORA HUMANA DE ITAPETIM
GRATIDÃO FLORAL
FRAGMENTOS DA VIDA DE UMA ESTRELA (Crônica de Carlinda)
A MAGNÍFICA CICERONE
NA CASA DE DONA NISSA
AMOR, RESPEITO & LIBERDADE
BOM DIA, ÁUREOS ITAPETINENSES
NO DIA DO PADROEIRO DOS POBRES
SALVE, SALVE, MAJESTADE
PORQUE HOJE É DOMINGO ...

PARABÉNS, MINHA AMIGA, MUITA SAÚDE E PAZ NO ANO QUE SE INICIA!

sábado, 19 de dezembro de 2009

ESTEJA ONDE ESTIVER, FELIZ NATAL!


Cruzada Infantil da Paróquia de São Pedro das Lajes
 Itapetim - PE - 1960

Em 1914, no Congresso Eucarístico de Lourdes, surgiu a idéia da Cruzada Eucarística Internacional para atender aos desejos do Papa Pio X (1903-1914) de promover a comunhão freqüente entre as crianças. Foi assim que em 1916 o papa Bento XV (1914-1922) implantou a Cruzada Eucarística das Crianças que, após a primeira guerra mundial, se expandiu pelo mundo todo, inclusive o Brasil.

Durante a Primeira Guerra Mundial – de 1914 até 1919 – , o Sumo Pontífice pediu que as crianças, os adolescentes e os jovens se unissem, numa Cruzada Universal, rezando pela paz no mundo. O apelo vingou. Por volta de 1933, a Cruzada Eucarística somava quase três milhões de associados, internacionalmente. Em 1968, sob a inspiração do Papa João XXIII (1958-1963), a Cruzada passou a chamar-se Movimento Eucarístico Jovem - MEJ.

A Cruzada Eucarística em Itapetim, reunia crianças na faixa etária dos oito aos catorze anos, de ambos os sexos, com o objetivo de acompanhar a formação na vida cristã, no lar e na comunidade. Os participantes usavam vestes na cor branca, sapatos com meias ¾ e boina. O grupo era coordenado por um Presidente e tinha como padroeiro a bonita imagem de um Menino Jesus tendo o mundo em suas mãos. Existia também uma revista que trazia notícias de interesse do grupo.

Quando entrava para a Cruzada o participante ostentava uma pequena fita amarela com uma cruz azul, presa na blusa com um alfinete, no lado esquerdo do peito. Posteriormente recebia uma fita maior, que era colocada transversalmente nos ombros. Assim vestidos, participavam das missas e das procissões, e cantavam com muito entusiasmo o hino “Somos Pequenos da Cruzada”.

Nas reuniões semanais onde o Presidente da Cruzada e seus colaboradores abordavam questões relativas ao grupo e próprias da faixa etária dos participantes, também programavam a realização e participação em festas religiosas, passeios, piqueniques e outras brincadeiras no pátio da igreja.

Após a infância o grupo se dividia: Os meninos passavam a freqüentar a Congregação Mariana e eram conhecidos como "Marianos". Já as meninas passavam a freqüentar o grupo das Filhas de Maria e assim eram conhecidas.

Minha Tia Dolores, foi uma das Filhas de Maria que teve o privilégio de ser Presidente da Cruzada Eucarística. Quanto amor, zelo e prazer em orientar essas crianças, ensinando-lhes o catecismo, preparando-as para uma vida fraterna na nossa comunidade.

Essa foto foi tirada na calçada da nossa Igreja Matriz, ao lado da minha Tia Dolores está o Cônego João Leite de Andrade, o nosso pároco naquela época.

Não posso deixar de lembrar uma pessoa importantíssima para a Cruzada Eucarística da minha terra natal, Rita de Sá Clara, tendo sido Presidente anterior a minha Tia Dolores.

Ainda me lembro do Hino da Cruzada, tantas vezes cantado também pelo Professor Heráclio, meu primo e cunhado, que tendo sido seminarista dava sua contribuição à Igreja ensinando hinos aos católicos praticantes.

Hino da Cruzada Infantil

Somos pequenos da Cruzada
Terna esperança do Senhor
Somos nós a geração formada
Na escola do nosso Deus de Amor.

A Cruzada Infantil
Vem trazer ao Brasil
Um vigor novo e forte
Dos Pampas ao Norte
Dos campos às serranias
Das praias ao sertão
Nós havemos de ouvir
O Brasil repetir o seu nome cristão

Só o amor à lei divina
Tornar-se-á bom cidadão
Quer no lar, no campo e na oficina
A Deus sirva como um bom cristão

Setenta e sete crianças faziam parte deste grupo, algumas delas já não estão mais entre nós, outras, não sabemos onde se encontram neste momento. Existem algumas que das quais temos notícias, sabemos até onde moram. Ao olhar para cada rosto, nem todos os nomes ainda estão na memória, mas com toda certeza todos estão guardados bem no fundo do nosso coração, pois, como diz essa canção de Roberto Carlos " Tem coisas que a gente não tira do coração" e amizade da infância é uma delas.

Vou tentar nomear cada um e peço ao conterrâneo que, se por acaso entrar nesta página, me ajude a concluir e descobrir aonde estão todos, assim no próximo ano poderemos desejar um Feliz Natal a cada um dos nossos saudosos amigos, companheiros de viagem no Trem da Vida.

Eu volto para concluir ....

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

LUZ ESPIRITUAL, NA GRAÇA DE DEUS!

A todos os amigos, parentes e velhos conterrâneos que já nos deixaram, neste Dia de Finados, o fogo simbólico desta vela virtual, desejando que recebam de Deus a graça de serem espíritos iluminados.